Estudo estima em US$ 1,38 bilhão os danos da guerra no sul do Líbano

O Líbano sofreu danos estimados em mais de US$ 1 bilhão, com cerca de 11 mil edifícios destruídos no sul do país desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, em março, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (22).

22 jun 2026 - 14h38

Com base em uma "avaliação rápida" que comparou imagens de satélite do fim de abril e de outubro de 2025, o custo da guerra foi estimado em US$ 1,38 bilhão (mais de R$ 7 bilhões), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), órgão vinculado ao governo libanês.

Um soldado do exército libanês inspeciona os danos após um ataque israelense em Nabatieh, no Líbano, em 21 de junho de 2026.
Um soldado do exército libanês inspeciona os danos após um ataque israelense em Nabatieh, no Líbano, em 21 de junho de 2026.
Foto: © Stringer / REUTERS / RFI

"Um total de 11.095 edifícios foi completamente destruído, afetando 17.891 unidades habitacionais, enquanto 2.242 edifícios sofreram danos parciais", informa o comunicado.

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Os números não incluem as últimas semanas do conflito, que deixou 4.100 mortos, segundo as autoridades libanesas, e provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.

O Líbano foi arrastado para o conflito regional em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, após a ofensiva militar israelense e norte-americana.

Desde então, o Exército israelense conduz operações principalmente no sul do país e mantém o controle do que descreve como uma zona de segurança destinada a proteger os moradores do norte de Israel. Segundo autoridades libanesas, Tel Aviv também realiza amplas operações de demolição na região.

Israel não sairá do sul do Líbano

Um cessar-fogo foi anunciado na sexta-feira (19), após uma trégua anterior que não havia sido respeitada. Os combates cessaram na noite de sábado, e o país vive desde então um período de relativa calmaria.

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Moradores começaram a retornar às áreas afetadas para avaliar os danos causados às suas casas e estabelecimentos comerciais. Ainda assim, o exército libanês pediu aos habitantes das cidades fronteiriças que aguardem mais algum tempo antes de voltar.

No domingo (21), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças de Israel permanecerão no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário". Nesta segunda-feira, ele reiterou que Israel mantém total liberdade de ação na região.

"Nossos soldados posicionados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta ou potencial a si mesmos ou aos moradores do norte de Israel", declarou.

"O Exército israelense não está sujeito a restrições nesse aspecto", acrescentou, segundo comunicado divulgado por seu gabinete.

Com AFP

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