Com base em uma "avaliação rápida" que comparou imagens de satélite do fim de abril e de outubro de 2025, o custo da guerra foi estimado em US$ 1,38 bilhão (mais de R$ 7 bilhões), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), órgão vinculado ao governo libanês.
"Um total de 11.095 edifícios foi completamente destruído, afetando 17.891 unidades habitacionais, enquanto 2.242 edifícios sofreram danos parciais", informa o comunicado.
Os números não incluem as últimas semanas do conflito, que deixou 4.100 mortos, segundo as autoridades libanesas, e provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
O Líbano foi arrastado para o conflito regional em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, após a ofensiva militar israelense e norte-americana.
Desde então, o Exército israelense conduz operações principalmente no sul do país e mantém o controle do que descreve como uma zona de segurança destinada a proteger os moradores do norte de Israel. Segundo autoridades libanesas, Tel Aviv também realiza amplas operações de demolição na região.
Israel não sairá do sul do Líbano
Um cessar-fogo foi anunciado na sexta-feira (19), após uma trégua anterior que não havia sido respeitada. Os combates cessaram na noite de sábado, e o país vive desde então um período de relativa calmaria.
Moradores começaram a retornar às áreas afetadas para avaliar os danos causados às suas casas e estabelecimentos comerciais. Ainda assim, o exército libanês pediu aos habitantes das cidades fronteiriças que aguardem mais algum tempo antes de voltar.
No domingo (21), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças de Israel permanecerão no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário". Nesta segunda-feira, ele reiterou que Israel mantém total liberdade de ação na região.
"Nossos soldados posicionados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta ou potencial a si mesmos ou aos moradores do norte de Israel", declarou.
"O Exército israelense não está sujeito a restrições nesse aspecto", acrescentou, segundo comunicado divulgado por seu gabinete.
Com AFP