'Estratégia', diz Eduardo Bolsonaro sobre Trump dizer que tem 'boa química' com Lula

Presidente dos Estados Unidos disse na Assembleia Geral da ONU que Lula parece ser 'um cara legal' e que 'gostou dele'

23 set 2025 - 13h28
(atualizado às 14h26)
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro intermediando junto a Trum  sanções contra as autoridades brasileiras
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro intermediando junto a Trum sanções contra as autoridades brasileiras
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ter tido uma "boa química" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes sociais para dizer que o elogio do republicano tem cálculo e faz parte de uma estratégia política.

"Para quem conhece as estratégias de negociação de Donald Trump, nada do que aconteceu foi surpresa. Ele fez exatamente o que sempre praticou: elevou a tensão, aplicou pressão e, em seguida, reposicionou-se com ainda mais força à mesa de negociações", escreveu Eduardo no X, antigo Twitter. 

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O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda lembrou que, apesar do tom aberto ao diálogo do presidente Trump, na segunda-feira, 22, o governo americano sancionou a esposa de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

"Ontem mesmo, sancionou a esposa do maior violador de direitos humanos da história do Brasil, um recado claro e direto. Depois disso, sorriu e mostra-se aberto a dialogar em uma posição infinitamente mais confortável, fiel àquilo que sempre defendeu: os interesses dos americanos em primeiro lugar. É a marca registrada de Trump: firmeza estratégica combinada com inteligência política", afirmou Eduardo. 

Quem também sugeriu que o elogio trata-se de uma estratégia política do republicano foi o bolsonarista e influenciador Paulo Figueiredo, que tem atuado com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos como intermediador de sanções contra as autoridades e o governo do Brasil. 

“Trump é realmente um gênio. Ele denuncia a ditadura brasileira e a invasão da jurisdição americana bem na ONU. Em seguida, diz que gosta do Lula, que o chamou para conversar e complementa dizendo que o Brasil vai continuar indo mal exceto se estiver ao lado dos EUA. Deixou o presidente brasileiro numa situação impossível: ter que ir para a mesa de negociação ouvir verdades e negociar algo que não tem como cumprir. Entenderam que a anistia será ampla, geral e irrestrita?”, escreveu Figueiredo. 

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Fonte: Portal Terra
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