Autoridades dos Estados Unidos foram acionadas nesta quinta-feira, 16, para responder a uma ameaça de bomba na casa do irmão do papa Leão XIV. O alerta havia sido registrado na noite anterior, quarta-feira, 15, na residência de John Prevost, localizada em New Lenox, no estado de Illinois.
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Por precaução, a área ao redor da casa foi esvaziada. Segundo a polícia local, nenhum material explosivo foi encontrado no local. As autoridades abriram uma investigação para identificar a origem da ameaça e apurar as circunstâncias do caso.
O episódio ocorre poucos dias após declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionadas ao pontífice, que criticou a guerra no Irã. Natural de Chicago, o papa Leão XIV é o primeiro norte-americano a assumir o comando da Igreja Católica.
O posicionamento do pontífice contra o conflito tem sido expressivo, mas sem citar líderes específicos. No dia 29 de março, o papa afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e têm "as mãos cheias de sangue".
"[Jesus] não ouve as orações dos que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: 'ainda que multipliquem as suas orações, eu não as ouvirei, porque as suas mãos estão cheias de sangue'", disse, ao citar uma passagem bíblica. Dias antes, em 26 de março, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, realizou uma oração em que pediu "violência avassaladora de ação contra aqueles que não merecem misericórdia".
No domingo, Trump voltou a criticar diretamente o papa, classificando-o como liberal demais e "fraco em relação ao crime".