A estadia do papa Leão XIV em Castel Gandolfo, neste ano, ganha um significado especial: 2026 marca os 400 anos do início da tradição de os pontífices passarem o período de verão na localidade situada nos arredores de Roma.
A prática começou em 1626, durante o pontificado de papa Urbano VIII, e tornou Castel Gandolfo um dos lugares mais ligados à história recente dos papas.
O pároco local, Tadeusz Rozmus, afirmou aos meios de comunicação do Vaticano que a comunidade prepara, junto com a Diocese e as autoridades municipais, celebrações para lembrar a data histórica.
"É uma oportunidade extraordinária para celebrar quatro séculos de presença dos sucessores de Pedro em Castel Gandolfo e destacar a importância deste lugar na história da Igreja", declarou o sacerdote.
Sobre a permanência de Leão XIV na residência de verão pontifícia, o religioso explicou que o objetivo é oferecer ao líder da Igreja Católica um período de descanso e serenidade.
"O Santo Padre declarou claramente que veio aqui para rezar, descansar, ler e praticar esportes. Não temos expectativas específicas; queremos apenas que ele se sinta à vontade aqui e viva este período com tranquilidade, conforme os seus próprios desejos", afirmou Rozmus.
A comunidade de Castel Gandolfo também aguarda possíveis momentos de encontro com os fiéis, incluindo o tradicional Angelus e outras iniciativas que possam ser anunciadas pelo próprio Papa durante sua permanência na cidade.