Pela primeira vez, a capacidade instalada de energia solar na China superou a das usinas a carvão, atingindo 1,286 bilhão de quilowatts em julho e tornando-se a principal fonte em capacidade no país. O marco reflete a rápida transição energética chinesa para reduzir a dependência fóssil e avançar rumo às metas de atingir o pico de emissões até 2030 e a neutralidade de carbono até 2060, impulsionada pela expansão acelerada e recorde de fontes renováveis na matriz elétrica.
Maior emissora mundial de gases de efeito estufa, a China se comprometeu a atingir o pico de suas emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.
"No final de julho deste ano, a capacidade instalada de energia solar na China atingiu 1,286 bilhão de quilowatts", informou a agência em comunicado divulgado nas redes sociais.
Segundo o órgão, a capacidade fotovoltaica instalada chegou a superar a das usinas termelétricas a carvão e tornou-se a principal fonte de energia do país em termos de capacidade instalada. Ao fim de julho, as usinas a carvão somavam 1,285 bilhão de quilowatts.
A administração, no entanto, não divulgou dados sobre a geração efetiva de eletricidade por fontes solar e a carvão naquele momento.
De acordo com o comunicado, a capacidade instalada e a produção de energia solar na China vêm registrando crescimento acelerado e sustentado, desempenhando um papel cada vez mais importante tanto na segurança do abastecimento energético quanto na transição para fontes menos poluentes.
Avanço das renováveis reduz dependência do carvão
Entre janeiro e julho, a geração de energia fotovoltaica aumentou 15,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
Durante décadas, o carvão foi a principal fonte de eletricidade da China e um dos maiores responsáveis pelas emissões de carbono do país. No entanto, segundo dados analisados pela AFP em fevereiro, a geração de energia a carvão teria recuado quase 2% em 2025, apesar do aumento da demanda por eletricidade. Trata-se da primeira queda registrada em seis anos.
Nos últimos anos, a China ampliou de forma acelerada sua capacidade de produção de energia renovável, enquanto a participação do carvão em sua matriz elétrica vem diminuindo gradualmente.
Segundo o Conselho de Eletricidade da China, o país instalou um recorde de 315 gigawatts de capacidade solar e 119 gigawatts de capacidade eólica em 2025. Juntas, essas fontes responderam por mais de 80% da nova capacidade de geração de eletricidade adicionada naquele ano.
Com AFP