Em meio a ameaças dos EUA, Lula afirma estar 'muito preocupado' com Cuba

'Nenhum presidente deve impor regras aos demais', pontuou

18 abr 2026 - 12h17
(atualizado às 13h05)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a situação em Cuba e pediu o fim do embargo dos Estados Unidos à ilha.

Lula e a primeira-dama, Janja, ao lado do premiê espanhol, Pedro Sánchez, em Barcelona
Lula e a primeira-dama, Janja, ao lado do premiê espanhol, Pedro Sánchez, em Barcelona
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Precisamos acabar com esse bloqueio a Cuba e deixar os cubanos viverem suas vidas. Não podemos ficar em silêncio diante disso", declarou Lula durante o encerramento da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, Espanha, neste sábado (18).

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Ele disse estar ainda "muito preocupado" com Havana diante da ameaça de uma possível invasão dos EUA.

"Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos, não para Lula, Claudia ou Trump. É um problema para o povo cubano", enfatizou. 

Sem citar diretamente seu homólogo americano, Donald Trump, o chefe de Estado brasileiro voltou a defender que "nenhum presidente, de nenhum país, tem o direito de impor regras aos demais".

"Não podemos acordar todas as manhãs e ir dormir à noite com um tweet de um chefe de Estado ameaçando o mundo ao declarar guerras", falou Lula.

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Em seu discurso, o petista também fez um apelo às Nações Unidas, propondo a convocação de reuniões extraordinárias para lidar com as crises globais. O mandatário afirmou que a organização "não pode permanecer em silêncio" diante dos acontecimentos internacionais.

"A ONU é um instrumento muito valioso se funcionar bem", observou Lula. 

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