Mais de 2 mil casos de Ebola foram registrados na República Democrática do Congo, onde ao menos 754 pessoas morreram devido à doença. No entanto, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemia pode ser de duas a quatro vezes maior do que os números oficiais indicam.
De acordo com as dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelas autoridades de saúde congolesas, o surto se espalhou por cinco províncias do país.
A informação também foi reforçada pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que exigiu uma ampliação urgente de controle sanitário.
"Em menos de cinco semanas, o número de casos confirmados triplicou", enquanto "o de mortes aumentou mais de cinco vezes", afirmou a MSF em comunicado.
A ONG acrescentou que a epidemia já ultrapassou metade do número de casos registrados durante o surto entre 2018 e 2020.
O chefe para emergências da MSF, Chikwe Ihekweazu, afirmou que 80% dos novos casos não constam nas listas de contatos conhecidos e decorrem de "cadeias de transmissão desconhecidas".
Ihekweazu também demonstrou preocupação com o fato de que muitos dos diagnósticos confirmados envolvem "pessoas que morreram sem sequer chegar a uma unidade de saúde".
Embora não existam atualmente vacinas para a cepa Bundibugyo, responsável pela epidemia do Ebola, o primeiro ensaio clínico de um medicamento antiviral foi iniciado ontem, anunciou a OMS.
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