UE e Ucrânia anunciam parceria na produção de drones em novo passo para reforçar defesa no continente

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira (15) a conclusão de uma parceria entre a União Europeia e a Ucrânia para fortalecer a produção conjunta de drones. O acordo ocorre no momento em que os membros da UE e Kiev se unem para reforçar suas defesas, diante da ameaça da expansão a nível continental do conflito com a Rússia, que já dura mais de quatro anos.

15 jul 2026 - 14h01

"O que estamos assinando hoje é o nosso próprio tratado sobre drones (...) Ele combinará a engenhosidade ucraniana com o poder industrial da Europa", declarou Ursula von der Leyen, na presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. 

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante assinatura de parceria na indústria de defesa.
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante assinatura de parceria na indústria de defesa.
Foto: REUTERS - Alina Smutko / RFI

Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia desenvolveu conhecimentos e experiência amplamente reconhecidos na área de drones. O país já fabrica cerca de 10 milhões de unidades por ano, incluindo alguns com alcance muito longo, e pretende dobrar esse número, indicou Zelensky.

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A ideia do acordo, explicou a presidente da Comissão Europeia, é combinar esse conhecimento e experiência "testados em campo" com a "imensa capacidade tecnológica e industrial" da UE.

"Devemos aproveitar isso juntos (...) Temos locais de produção seguros e protegidos que podem ajudar a aumentar os volumes", garantiu von der Leyen. "Com este acordo, a nossa mensagem é clara: agora é o momento de investir na Ucrânia, porque isso significa investir na Europa e investir na nossa segurança comum", concluiu.

Alerta diante dos avanços russos

Além da parceria com a União Europeia, Kiev já assinou vários acordos envolvendo seus drones com países como Arábia Saudita e Catar, em decorrência da guerra no Oriente Médio. Outros estão em fase de preparação, principalmente com a Noruega, Finlândia, Alemanha e Canadá.

Nos últimos meses, a Rússia tem intensificado seus ataques, sobretudo com mísseis balísticos que as defesas ucranianas têm dificuldade em interceptar devido à falta de munições antiaéreas suficientes. O que tem levado tanto Kiev quanto aliados europeus a se mobilizarem em torno de um "escudo antiaéreo" e se protegerem mutuamente.

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Na segunda-feira (13), países que formam a "Coalizão dos Voluntários", pró-Ucrânia, lançaram um plano conjunto de defesa com o objetivo de reforçar as "capacidades antimísseis balísticos" no continente.

RFI com AFP

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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