Dólar à vista fecha em queda de 1,38%, a R$5,2074 na venda, menor valor desde 2024

27 jan 2026 - 17h21
(atualizado às 17h54)
Notas de dólar
14/02/2022
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Notas de dólar 14/02/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Foto: Reuters

O dólar fechou a terça-feira em forte baixa no Brasil, se reaproximando dos R$5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da ‌bolsa.

O dólar à vista fechou o dia com recuo de 1,38%, aos R$5,2074, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de ‌28 de maio de 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,13%.

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Às 17h12, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente

o mais negociado no Brasil -- cedia 1,48% na B3, aos R$5,2100.

Já no início da sessão o dólar exibia perdas ante a maior parte das divisas globais, incluindo o iene, o euro e pares do real como o peso chileno e o peso mexicano.

O câmbio ‍no Brasil pegou carona nesta tendência e o dólar engatou baixas ante o real, em movimento intensificado após a abertura da bolsa de ações, às 10h. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o real, com profissionais citando a influência dos estrangeiros no movimento.

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"A queda do dólar hoje é ‌uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global (de investimentos), para ‌fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país", comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o real.

Neste cenário, após marcar a cotação máxima de R$5,2794 (-0,01%) às 9h11, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1985 (-1,54%) às 16h16, já na reta final dos negócios.

No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

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Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses. Porém, a abertura do indicador não foi tão favorável, com a inflação de serviços ainda pressionada.

Ainda assim, o mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em relação ao Federal Reserve, que também decide na quarta-feira sobre juros, a expectativa é de manutenção da taxa na ‌faixa entre 3,50% e 3,75%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

No exterior, às 17h31 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 1,00%, a 96,133.

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