Dezenas de pessoas são detidas em protesto em Nova York contra venda de armas dos EUA a Israel

14 abr 2026 - 10h06
(atualizado às 11h14)

Dezenas ‌de manifestantes foram detidos pela polícia na cidade de Nova York na segunda-feira durante manifestações que pediam o bloqueio da venda de armas para Israel e o fim do apoio militar dos ⁠EUA ao seu aliado.

Entre os manifestantes estava o ‌grupo antiguerra Jewish Voice for Peace, que disse que cerca de 90 pessoas foram ‌detidas. Entre os detidos estava ‌Chelsea Manning, ex-soldado do Exército dos EUA ⁠e fonte do WikiLeaks.

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O Departamento de Polícia da Cidade de Nova York afirmou que houve "várias" prisões, mas não forneceu um número.

Imagens dos protestos mostraram uma multidão reunida perto dos escritórios do ‌líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, ‌e de ⁠sua colega ⁠democrata, a senadora Kirsten Gillibrand.

Os manifestantes entoaram slogans como "parem as ⁠bombas", "acabem com as ‌mortes" e "libertem a ‌Palestina", expressando oposição aos ataques israelenses e norte-americanos ao Irã, aos ataques de Israel ao Líbano e ao ataque de Israel a ⁠Gaza.

Os manifestantes também gritaram "deixem Gaza viver", "deixem o Irã viver" e "deixem o Líbano viver".

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EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ‌seus próprios ataques a Israel e aos países do Golfo que abrigam bases norte-americanas. Os ataques ⁠israelenses e norte-americanos contra o Irã e os ataques israelenses no Líbano mataram milhares de pessoas e deslocaram milhões.

O governo do presidente Donald Trump tem reprimido protestos tentando deportar estudantes estrangeiros, ameaçando congelar o financiamento das universidades onde os protestos foram realizados e ordenando a triagem dos comentários online dos imigrantes. A repressão tem enfrentado obstáculos judiciais.

A cidade de Nova York foi o centro dos protestos pró-palestinos em 2024.

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