Dez nações, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e França, condenaram a nova sentença de dez anos de prisão imposta a Joshua Wong, ativista pró-democracia de Hong Kong de 30 anos. Já detido há quase seis anos, Wong foi considerado culpado de conspiração estrangeira sob a Lei de Segurança Nacional de 2020. Em comunicado conjunto, os países denunciaram o uso dessa legislação para perseguição política e exigiram que a China e Hong Kong respeitem os direitos e liberdades do território.
Em comunicado conjunto, os ministérios das Relações Exteriores dos dez países afirmaram que a nova sentença ocorre menos de dois meses depois da condenação de ativistas que organizavam vigílias em memória das vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989. As penas impostas a esses militantes variaram de cinco a mais de sete anos de prisão.
"Esses são exemplos adicionais de como a Lei de Segurança Nacional está sendo utilizada para perseguir indivíduos por suas manifestações e seu engajamento político", afirma o comunicado.
Os países pediram o encerramento imediato dos processos contra pessoas acusadas com base na legislação e pediram que as autoridades chinesas e de Hong Kong respeitem seus compromissos internacionais e os direitos e liberdades garantidos à população do território pela Declaração Conjunta Sino-Britânica, assinada em 1984.
Aos 30 anos, Joshua Wong já estava preso havia quase seis anos quando foi condenado na quinta-feira (5) por um tribunal de Hong Kong a mais dez anos de prisão. Ele foi considerado culpado de conspiração com países estrangeiros, com base na Lei de Segurança Nacional imposta pela China ao território em 2020.
Ex-líder estudantil, Wong é uma das figuras mais conhecidas do movimento pró-democracia de Hong Kong e ganhou projeção internacional durante os grandes protestos de 2019, que reuniram milhares de pessoas contra a crescente influência de Pequim no território.
Além de Reino Unido, Estados Unidos e França, assinam o comunicado Canadá, Austrália, Alemanha, Itália, Japão, Países Baixos e Nova Zelândia.
com AFP