Departamento de Justiça de Trump define onde ficarão observadores eleitorais dos EUA nos 50 Estados

3 nov 2026 - 12h10
Resumo
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a maior mobilização de observadores eleitorais de sua história, enviando 1.000 fiscais a todos os 50 estados. O objetivo é monitorar o cumprimento das leis de direitos eleitorais, focando em áreas de disputa acirrada ou com histórico de intimidação. A medida reflete a postura agressiva do governo Trump na fiscalização, mas foi criticada como intromissão federal excessiva, levando estados a reforçarem as restrições à atuação desses agentes nos locais de voto.

O Departamento de ‌Justiça dos EUA informou nesta terça-feira que está enviando 1.000 monitores e observadores eleitorais para todos os 50 Estados, no que chamou de a maior iniciativa de monitoramento do dia ⁠da eleição da história.

Um comunicado do Departamento de ‌Justiça (DOJ) identificou quais jurisdições dentro dos Estados receberiam monitores e observadores.

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Autoridades do departamento afirmaram ‌que as prioridades incluem áreas ‌com histórico de problemas de acesso ⁠ao voto e locais com disputas acirradas que poderiam ser alvo de intimidação eleitoral.

O governo Trump tem adotado uma abordagem cada vez mais agressiva em relação à fiscalização eleitoral, pressionando ‌os Estados a fornecerem dados de registro eleitoral ‌e argumentando que ⁠medidas mais ⁠rigorosas são necessárias para garantir a confiança do público ⁠na votação. Críticos ‌consideram essas medidas ‌uma intromissão federal excessiva.

A ampliação do programa federal de monitoramento levou vários Estados a emitir novas diretrizes para autoridades eleitorais locais ⁠e mesários sobre a autoridade limitada que os observadores do Departamento de Justiça terão no dia da eleição.

"Os monitores eleitorais verificarão o cumprimento das leis ‌federais de direitos eleitorais que se enquadram na jurisdição da (Divisão de Direitos Civis)", afirmou o ⁠comunicado do Departamento de Justiça.

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Algumas leis estaduais e locais permitem que autoridades eleitorais impeçam a presença de monitores do DOJ dentro dos locais de votação. Os funcionários do DOJ não podem conduzir investigações no local nem impedir ninguém de votar.

O número de observadores é aproximadamente o triplo do registrado na última eleição de meio de mandato. Essa mobilização será a maior operação de observação da história do departamento.

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