Site sexista que divulgou fotos ilegais de Meloni na Itália ressurge no Telegram

Portal pornográfico publicava imagens adulteradas de mulheres

3 nov 2026 - 12h51
(atualizado às 13h33)
Resumo
Um novo grupo no Telegram reativou as atividades do site sexista Phica.eu, fechado há um ano pela polícia italiana por expor fotos íntimas e manipuladas de mulheres sem autorização, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni. Com rápido crescimento de membros, o espaço promove o compartilhamento de imagens de conhecidas e comentários depreciativos. O retorno da rede de assédio virtual gerou indignação na política do país, com senadores exigindo o bloqueio imediato do chat.

Um novo grupo no Telegram voltou a reunir conteúdos sexistas publicados na internet, resgatando o nome de uma plataforma desativada pela polícia de Roma no ano passado, após a divulgação de fotos ilegais de dezenas de personalidades italianas, entre elas a primeira-ministra Giorgia Meloni.

Chamado "Phica - La rinascita" ("Phica - O Renascimento"), o portal original foi proibido por hospedar fotos íntimas de mulheres, muitas vezes obtidas sem autorização e acompanhadas de comentários sexistas.

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O novo grupo permite o acesso poucos minutos após o envio de uma solicitação de entrada. No chat, usuários compartilham imagens íntimas de mulheres, identificadas como amigas ou parceiras, e incentivam outros participantes a fazer comentários. Também são propostas competições entre fotografias, com vídeos oferecidos como recompensa.

Milhares de mensagens são trocadas a cada hora. Atualmente, o grupo conta com aproximadamente 1,5 mil membros.

A retomada do espaço provocou reações na política italiana. A senadora Raffaella Paita, líder de bancada do partido Italia Viva no Senado, pediu o bloqueio imediato do chat.

"É inacreditável: o notório Phica.eu, um site sexista encerrado há um ano, retornou como um chat no Telegram", afirmou Paita, em declaração divulgada pela Radio Popolare.

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A parlamentar classificou o espaço como um ambiente de compartilhamento de fotos manipuladas, imagens roubadas e comentários indecentes. Segundo ela, a prática representa uma forma de violência que deve ser punida.

Por fim, Paita demonstrou preocupação com o crescimento do número de participantes em poucas horas, conforme noticiado pelo jornal la Repubblica. Ela relacionou o episódio a outros casos registrados em setembro de 2025, incluindo a descoberta de uma página chamada "Mia Moglie" ("Minha Esposa") no Facebook.

Antes de ser encerrada pela Polícia Postal e pelo Departamento de Segurança Cibernética da Itália, a plataforma "Phica.eu", cujo nome faz referência a uma gíria italiana para vagina, tinha mais de 700 mil assinantes e fez inúmeras vítimas, entre elas a eurodeputada Alessandra Moretti, a influencer Chiara Ferragni e até mesmo Meloni, com fotos postadas e manipuladas ilegalmente.

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