Conservador Orbán é derrotado pela oposição de centro-direita na Hungria

13 abr 2026 - 07h05

O líder nacionalista da Hungria, Viktor Orbán, perdeu o poder para o novo partido de centro-direita Tisza nas eleições nacionais de domingo, após ⁠16 anos no cargo.

Orbán, de 62 ‌anos, era celebrado pelos conservadores de toda a Europa e dos Estados ‌Unidos como o mentor ‌do modelo "iliberal" de democracia, mas ⁠perdeu apoio em seu país dos eleitores que se cansaram da estagnação econômica, do isolamento internacional e do acúmulo de riqueza pelos oligarcas.

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Sua derrota esmagadora deu ‌a Peter Magyar, 45, do Tisza, ‌uma confortável maioria ⁠na ⁠assembleia legislativa de 199 assentos da Hungria, abrindo ⁠a porta ‌para reformas significativas ‌de um sistema que, segundo os críticos da União Europeia, subverteu as normas democráticas.

Com quase todas as cédulas ⁠contabilizadas, o Tisza estava a caminho de conquistar 138 assentos, mais do que a maioria de dois terços que Magyar precisaria ‌para desfazer a reforma constitucional de Orbán e combater a corrupção.

O comparecimento recorde ⁠às urnas no domingo ressaltou que muitos húngaros consideraram a eleição como um momento decisivo para seu país.

"Nós conseguimos. O Tisza e a Hungria venceram essa eleição", disse Magyar a dezenas de milhares de apoiadores que dançaram e aplaudiram às margens do rio Danúbio, no centro de Budapeste.

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