Para ir de Londres a Paris, de trem convencional, o trajeto dura em torno de 2h30. Se optar ir de avião, são em torno de 1h30 de viagem. Agora, já imaginou fazer esse mesmo caminho em 20 minutos? É o que promete o Hyperloop, sistema de transporte super-rápido e ‘futurista’ de alta eficiência energética. O modelo, que vem sendo desenvolvido por décadas, está sendo testado no Centro Europeu do Hyperloop, em Veendam, no norte da Holanda -- assim como em outros lugares do mundo.
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Em entrevista ao Telegraph, Kees Mark, diretor-gerente do centro holandês, explica que utilizar este meio de transporte é “como voar”. Isso porque esse “trem” não funciona em trilhos. O que seriam cabines são espécies de cápsulas que ficam suspensas no ar por ímãs. A locomoção acontece dentro de ‘tubos de vácuo’, onde o hyperloop consegue se deslocar em altas velocidades.
A ideia ganhou força em 2013, quando Elon Musk se debruçou sobre o assunto e publicou um estudo técnico do conceito. A partir disso, a empresa Virgin Hyperloop apostou na ideia e se destacou concluindo o primeiro teste de passageiros do mundo neste sistema aconteceu em 2020, em Nevada. Mas o sonho durou pouco. Em meio a custos elevados, a empresa desistiu do projeto ao fechar suas portas em 2023.
Agora, o sonho tem sequência em outros lugares do mundo. Na União Europeia, o Centro Europeu de Hyperloop foi fundado em 2020 como uma organização sem fins lucrativos, estruturada por meio de uma iniciativa público-privada justamente para acelerar o desenvolvimento do hyperloop. A pista de teste completa, com aproximadamente 400 metros, foi aberta em 2024.
Os estudos têm avançado --com a empresa Hardt, que atua no projeto, tendo conseguido encontrar uma forma de os “vagões” trocarem de faixa, o que ainda era uma problemática. Mas os desafios tecnológicos em torno do projeto ainda não acabaram, e especialistas seguem em busca de soluções. O grande problema, porém, é o financiamento para tudo isso.
Segundo levantamento do Telegraph, há projetos do tipo também sendo desenvolvidos nos Emirados Árabes Unidos, Índia, Itália e China.