O anúncio de que o papa Leão XIV fará uma cirurgia para retirar um nódulo pulmonar destacou o médico Luigi Carbone, chefe da Saúde do Vaticano e coordenador dos cuidados ao pontífice. Especialista em emergências, Carbone ganhou notoriedade ao tratar o papa Francisco e agora chefiará o acompanhamento de Leão XIV no Hospital Gemelli, em Roma, rompendo o histórico sigilo papal após o próprio pontífice divulgar abertamente seu quadro de saúde.
O anúncio do papa Leão XIV de que passará por uma cirurgia para remover um nódulo do pulmão colocou sob os holofotes o nome de Luigi Carbone, o médico que coordena a equipe responsável pela saúde do pontífice.
Não houve uma nomeação formal como médico pessoal de Robert Prevost, mas é ele quem acompanha Leão XIV diariamente, viaja ao seu lado e comandará os cuidados durante a internação no Hospital Agostino Gemelli, em Roma.
Carbone ficou conhecido do grande público durante a doença do papa Francisco, quando, ao lado do enfermeiro de confiança de Jorge Bergoglio, Massimiliano Strappetti, fornecia informações sobre a saúde do argentino.
Em junho do ano passado, Leão XIV o nomeou chefe do Departamento de Saúde e Higiene do Vaticano, cargo do qual ele era vice-diretor havia anos. Médico do Gemelli, Carbone é especialista em medicina de urgência e pronto-socorro. No fim de setembro, ele estava no avião de Prevost durante a viagem apostólica à França, junto com alguns enfermeiros e uma maleta médica contendo todo o instrumental necessário para exames e intervenções de emergência.
No passado, o médico pessoal de confiança dos papas era chamado de "archiatra", e prontuários eram mantidos em segredo, com informações vazadas a conta-gotas. Hoje, a realidade é outra: o próprio Prevost anunciou ao mundo todo, no Angelus, não só a cirurgia iminente, mas também a natureza do problema, um nódulo no pulmão em estágio "muito inicial".
A estrutura de saúde interna do Vaticano permite não só consultas, mas também exames diagnósticos aprofundados. No passado, até cirurgias foram realizadas no apartamento pontifício; a última de que se tem notícia foi uma em Paulo VI, há quase 60 anos. Desde os tempos de João Paulo II, porém, existe uma ala específica do 10º andar do Gemelli reservada aos papas que precisam de cuidados. É para lá que Leão XIV será levado.
O local é uma espécie de miniapartamento com uma capela para orações e deve hospedar o pontífice americano por cerca de uma semana. .