Naufrágio mata quase 140 pessoas e deixa mais de 80 desaparecidos no Djibouti

Barco superlotado de migrantes viajava com destino ao Iêmen

11 out 2026 - 14h39
(atualizado às 15h50)
Resumo
Ao menos 139 migrantes morreram e 84 continuam desaparecidos após o naufrágio de um barco superlotado que partiu do Djibouti rumo ao Iêmen. A embarcação levava 305 pessoas, a maioria etíopes em busca de trabalho no Golfo, quando virou perto de Obock. Segundo a OIM, 82 sobreviveram à tragédia, que evidencia os perigos fatais dessa rota migratória.

Ao menos 139 pessoas morreram, incluindo 15 crianças, e 84 continuam desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação lotada de migrantes que seguia do Djibouti, no Chifre da África, para o Iêmen, no Oriente Médio.

Barcos apreendidos de traficantes de seres humanos no Djibouti, em foto de arquivo
Barcos apreendidos de traficantes de seres humanos no Djibouti, em foto de arquivo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi divulgada neste domingo (11) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência ligada à ONU. O acidente ocorreu na madrugada de 8 para 9 de outubro, ao norte da cidade de Obock, no Djibouti.

Publicidade

Segundo a OIM, o barco transportava 305 pessoas, a maioria etíopes, quando virou. O balanço inicial apontava 109 mortos e 116 desaparecidos, mas foi revisado para 139 mortos e 84 desaparecidos após a recuperação de mais corpos.

Entre as vítimas confirmadas anteriormente estão pelo menos nove meninas e seis meninos. "Os sobreviventes me disseram que o barco começou a afundar para trás assim que entraram nele", afirmou à Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM no Djibouti, à agência AFP. "É uma perda devastadora de vidas", acrescentou.

Já o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, expressou "profundo pesar pela trágica perda de vidas" e pediu o fortalecimento da luta contra o tráfico de migrantes. "É preciso abordar as causas profundas da migração irregular e promover uma migração segura, ordenada e regular", salientou.

De acordo com a OIM, 82 pessoas sobreviveram ao naufrágio, todas de nacionalidade etíope.

Publicidade

Os migrantes tentavam atravessar o estreito de Bab el-Mandeb em direção ao Iêmen para, em seguida, alcançar países do Golfo em busca de oportunidades econômicas. "Essa tragédia é um lembrete cruel dos perigos enfrentados pelos migrantes ao longo desse corredor migratório", afirmou Coissac à AFP.

Segundo a OIM, apenas em 2025, mais de 900 pessoas morreram ou desapareceram na travessia até o Iêmen, que está em guerra civil desde 2014. Entre janeiro e outubro deste ano, cerca de 178 mil migrantes chegaram no Djibouti provenientes da vizinha Etiópia, país que também convive com um conflito armado na região de Trigré.   

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações