O Senado da Argentina, controlado pela oposição, aprovou nesta quinta-feira um aumento de pensões criticado pelo governo ultraliberal de Javier Milei, por, segundo ele, comprometer o superávit fiscal.
Embora Milei tenha previsto que vetaria o projeto de lei assim que fosse aprovado, será difícil para ele evitar que o Congresso rejeite seu veto mais tarde. Se o veto for rejeitado, a lei -- que recebeu 52 votos a favor e 4 abstenções no Senado, após ter sido previamente aprovada na Câmara dos Deputados -- permanecerá em vigor.
"O que estamos votando é um pequeno aumento, um alívio para a situação atual dos aposentados e pensionistas em todo o país", disse o senador peronista da oposição Mariano Recalde, durante o debate.
Os aposentados argentinos, que receberão um aumento salarial de 7,2% graças à nova lei, são considerados por vários especialistas como o centro do ajuste nas finanças públicas implementado pelo ultraliberal Milei, que chegou ao poder em dezembro de 2023.
Todas as quartas-feiras, milhares de aposentados e manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, para exigir um ajuste em suas rendas.
Com minoria nas duas casas do Congresso, o partido governista não conseguiu impedir a aprovação do projeto de lei, que seria acompanhado nesta quinta-feira por outra legislação também impopular para o governo, devido ao seu potencial impacto no equilíbrio fiscal que Milei defende veementemente.