Conflito no Estreito de Taiwan seria desastroso, diz embaixador de fato dos EUA na ilha

9 set 2026 - 09h40
(atualizado às 10h27)
Resumo
Um conflito no Estreito de Taiwan causaria um impacto econômico global superior ao da Segunda Guerra Mundial, alertou Raymond Greene, principal diplomata dos EUA em Taipé. Ele destacou que a próxima cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping é vital para evitar erros de cálculo e manter a estabilidade estratégica. Os EUA seguem reforçando a presença no Indo-Pacífico e apoiando a defesa de Taiwan, cujo governo elevará os gastos militares a níveis recordes diante das ameaças da China.

Qualquer conflito no ‌Estreito de Taiwan teria um impacto maior na economia global do que a Segunda Guerra Mundial, e a próxima cúpula entre os Estados Unidos e a China é uma oportunidade para evitar erros de cálculo, afirmou nesta quarta-feira o principal ⁠diplomata dos EUA em Taipé.

Embora os EUA, assim como a ‌maioria dos países, não tenham relações diplomáticas formais com Taiwan — território reivindicado pela China —, eles são o mais importante apoiador ‌internacional e fornecedor de armas da ‌ilha, que é governada democraticamente.

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Em discurso durante um ⁠fórum de defesa em Taipé, Raymond Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, afirmou que não há tema mais oportuno ou importante do que garantir a paz no Estreito de Taiwan.

"Além do custo humano, qualquer conflito no Estreito de Taiwan ‌teria um impacto maior na economia global do que a Segunda ‌Guerra Mundial", disse ⁠ele.

"Os Estados Unidos, ⁠sob o governo Trump, fizeram da preservação da paz no Indo-Pacífico ⁠uma de suas principais prioridades", ‌acrescentou Greene.

Isso inclui uma ‌diplomacia "vigorosa", especialmente nos níveis mais altos, disse ele.

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"A próxima cúpula entre os EUA e a China é uma oportunidade para avançar ainda mais em uma relação de estabilidade ⁠estratégica, com base na justiça e na reciprocidade, capaz de evitar mal-entendidos e erros de cálculo", acrescentou Greene.

O presidente da China, Xi Jinping, deve viajar aos Estados Unidos ainda este mês para uma ‌reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Greene afirmou que os EUA também estão reforçando sua presença e suas parcerias ⁠na região do Indo-Pacífico para manter um "equilíbrio de poder regional favorável".

"Em terceiro lugar, e especialmente relevante para a discussão de hoje, estamos apoiando os esforços de Taiwan para aprimorar sua capacidade de se defender."

O governo do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, priorizou o aumento dos gastos com defesa e a modernização militar, diante do nível de ameaça proveniente da China.

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O governo taiwanês, que rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, previu no orçamento para o próximo ano que os gastos com defesa ultrapassem, pela primeira vez, 1 trilhão de dólares taiwaneses.

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