Colômbia e Equador examinam possível violação de fronteira durante operação de segurança em meio a disputa presidencial

18 mar 2026 - 14h04

Explosões em laboratórios de cocaína ‌perto da fronteira com o Equador mataram 14 pessoas em janeiro, disse o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, nesta quarta-feira, quando solicitado a esclarecer as acusações do presidente colombiano, Gustavo Petro, de que uma operação de segurança equatoriana resultou em mais de duas dúzias de mortes na área.

Sánchez disse que as ⁠autoridades colombianas e equatorianas estão examinando em conjunto se a soberania foi violada ‌e que uma bomba encontrada na Colômbia parecia pertencer às Forças Armadas do Equador.

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No início desta semana, Petro sugeriu que o Equador havia bombardeado o ‌território colombiano, deixando para trás 27 corpos "carbonizados", embora ‌não tenha fornecido mais provas ou informações.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, ⁠negou categoricamente a acusação, dizendo que seu país havia bombardeado traficantes de drogas em seu próprio território e que os locais eram esconderijos de grupos de narcoterrorismo de origem principalmente colombiana. O Ministério da Defesa do Equador não respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta quarta-feira.

Doze pessoas na província fronteiriça de ‌Nariño foram mortas em 22 de janeiro e outras duas morreram dias depois, disse ‌Sánchez, quando perguntado por ⁠jornalistas sobre o número ⁠de 27 mortos fornecido por Petro.

"A informação que temos neste momento é que essas pessoas ⁠morreram depois de serem queimadas vivas. ‌O local onde elas morreram ‌era um laboratório de cocaína, e as causas e quem estava por trás disso estão sendo investigados. Duas outras pessoas morreram em condições semelhantes em outro local em 24 de janeiro", disse ele.

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Petro repostou na terça-feira uma ⁠imagem da estação de televisão estatal colombiana RTVC que mostrava uma das bombas, um cilindro verde-escuro em meio à folhagem. Nesta quarta-feira, ele acrescentou em uma nova postagem que a bomba, que Sánchez disse ter sido desarmada, foi encontrada logo após a fronteira, perto de ‌um local bombardeado pelo Equador, e foi disparada de um avião que voava baixo.

No domingo, o Equador lançou uma operação de segurança com duração de ⁠duas semanas em quatro províncias na costa do Pacífico ou próximo a ela, em uma tentativa de conter a violência das gangues. O país tem realizado repetidas operações em sua fronteira com a Colômbia, um importante centro de tráfico de drogas que são contrabandeadas para o norte, para os EUA, por via marítima.

O Equador afirmou que suas operações de combate ao tráfico de drogas são apoiadas por países aliados, incluindo os Estados Unidos. Noboa cortejou repetidamente o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, para suas iniciativas anticrime.

No mês passado, Noboa aumentou as taxas sobre os produtos colombianos para 50%, alegando que o vizinho não estava fazendo o suficiente para combater o tráfico de drogas, e a Colômbia disse que estava considerando uma medida recíproca.

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