A China confirmou nesta terça-feira que foi convidada a participar do "Conselho de Paz" do presidente dos EUA, Donald Trump, um convite que Washington estendeu a dezenas de países em sua tentativa de lançar uma iniciativa global destinada a resolver conflitos.
Mas Pequim, que recentemente fechou uma delicada trégua comercial com Washington, não disse se aceitaria ou recusaria o convite.
Até o momento, os governos de todo o mundo reagiram com cautela ao convite de Trump para participar da iniciativa, que, segundo os diplomatas, poderia abalar as Nações Unidas.
A iniciativa começaria abordando o conflito de Gaza e depois seria expandida para lidar com outras situações. A diretoria da iniciativa seria presidida de forma vitalícia por Trump. Os Estados membros estariam limitados a mandatos de três anos, a menos que pagassem US$1 bilhão cada.
"O lado chinês recebeu o convite dos EUA", disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma coletiva de imprensa.
Ele se recusou a comentar quando perguntado se a China aceitaria o convite.
Questionado sobre como a China avaliaria a presidência de Trump no ano passado, especialmente à luz de sua posição sobre a Venezuela e a ameaça de anexar a Groenlândia, o porta-voz se absteve de fazer uma avaliação.
"No último ano, as relações entre a China e os EUA passaram por altos e baixos, mas alcançaram uma estabilidade dinâmica geral", disse Guo, explicando que se pode esperar uma variabilidade ocasional no relacionamento.
A China está disposta a trabalhar com os EUA para estabilizar ainda mais os laços e, ao mesmo tempo, proteger seus próprios interesses, afirmou Guo.