O chef de cozinha italiano Fabio Mattiuzzo, procurado pela Interpol e condenado na Itália por "falência fraudulenta", foi detido pela Polícia Federal há um mês em Fortaleza, no nordeste do Brasil, onde trabalhava em um restaurante francês.
A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e Mattiuzzo ficará detido até a conclusão do processo de extradição para a Itália.
De acordo com a promotoria italiana, o chef possui duas condenações que somam cerca de seis anos de prisão, relacionadas à falência de duas empresas entre 2009 e 2010.
Ele teria desviado mais de 96 mil euros das contas de uma das empresas, a Armani, homônima da grife de luxo, e se apropriado indevidamente de bens, móveis, documentos contábeis e até de um caminhão da marca Nissan, pertencente à empresa S.A.P..
A Interpol incluiu Mattiuzzo na lista vermelha internacional após ele não ser localizado pelas autoridades italianas. Apesar de sua situação judicial, o chef se apresentava publicamente como um destaque da cena gastronômica de Fortaleza.
Em entrevista concedida à revista brasileira Mensch, ele afirmou: "Gosto de reinterpretar os clássicos sem perder a sua essência, com uma releitura leve, acessível, mas sempre sofisticada."
Mattiuzzo explicou ainda que se estabeleceu no Brasil em 2014, após receber um convite para trabalhar na cidade. De acordo com suas redes sociais, ele atuava como chef do restaurante Allêz Brasserie, de culinária francesa, em Fortaleza.