Charles III reencontra Harry, Meghan e netos em gesto de reconciliação

Encontro privado com rei encerrou de forma positiva a visita do duque

10 jul 2026 - 16h35
(atualizado às 16h43)

Um gesto de paz para encerrar, sob o signo da reconciliação, uma visita que começou sob maus presságios, contrariando todas as expectativas da véspera. Esse é o sentido que parece transparecer por trás do encontro "privado" realizado, no penúltimo dia de uma estadia no Reino Unido marcada por tensões, entre o "príncipe rebelde" Harry e o rei Charles III, seu pai.

Encontro privado com rei encerrou de forma positiva a visita do duque
Encontro privado com rei encerrou de forma positiva a visita do duque
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A reunião familiar, antecipada pelo alvoroço da mídia nas últimas horas após dias de dúvidas e informações contraditórias, ocorreu na tarde de um dos dias mais quentes deste julho escaldante na Highgrove House, residência particular e refúgio preferido do monarca em Gloucestershire, na Inglaterra, a pouco menos de 200 quilômetros de Londres.

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Em meio ao verdejante cenário da casa de campo, Charles, ao lado da rainha Camilla, pôde abraçar novamente não apenas seu segundo filho ? que não via desde setembro ?, mas também Meghan e os filhos do casal, Archie e Lilibet, de 7 e 5 anos, que ele havia visto pessoalmente pela última vez em 2022.

Um encontro que, por enquanto, permanece restrito à esfera íntima e que não resolve todos os problemas nem as recriminações mútuas deixadas em aberto pela ruptura traumática dos duques de Sussex com o restante da família real, que culminou, há seis anos, na mudança para os Estados Unidos.

No entanto, a reunião abriu uma brecha para a reconciliação das divisões na Casa de Windsor, algo de que a monarquia certamente precisa, tendo como pano de fundo as muitas dificuldades que a afligem: desde problemas de saúde e incertezas da transição até escândalos irremediáveis, como o que envolveu o ex-príncipe Andrew, irmão do rei, em relação às suas conexões com o falecido empresário Jeffrey Epstein.

O primeiro a antecipar que o "reencontro" acabaria acontecendo foi o jornal Telegraph, ao mencionar a chegada de Meghan e das crianças para se juntarem ao duque, que inicialmente estava sozinho. A viagem havia sido concebida, desde o início, justamente como uma ocasião de reaproximação entre os membros da realeza, mas acabou marcada por mal-entendidos, imprevistos e possíveis novas tensões.

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Harry havia partido de Londres na quinta-feira rumo a Birmingham, primeiro para visitar, em homenagem à sua mãe, Diana, um hospital pediátrico do qual é patrono e, em seguida, para participar da apresentação de uma edição dos Invictus Games, competição esportiva para militares com deficiência que ele promove há anos na condição de veterano do Afeganistão. Foi justamente nas proximidades de Birmingham que ele finalmente encontrou sua esposa e seus filhos. Depois, todos seguiram juntos para Gloucestershire.

Meghan acabou evitando qualquer "evento público" no Reino Unido, após decidir, junto com o marido, não comparecer com os filhos a Londres devido a receios relacionados a garantias de segurança consideradas insuficientes. Ao mesmo tempo, ela participou de um encontro privado com Charles e Camilla que, no fundo, representou a verdadeira razão de ser dessa visita familiar.

Um encontro ao qual o soberano de 77 anos, ainda em tratamento contra um câncer de natureza não especificada diagnosticado em 2024, dava grande importância, segundo a imprensa. A reunião foi concretizada apesar das repercussões públicas negativas decorrentes do processo judicial perdido por Harry contra as alegações de escutas ilegais envolvendo o tabloide Daily Mail e das confusões causadas pela própria equipe real, a começar pelo convite feito para que o filho mais novo se hospedasse no Palácio de Buckingham. .

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