Charles III e William podem gastar até 10 milhões de libras em reformas energéticas

Muitos imóveis para aluguel em seus ducados não atendem aos novos padrões legais

17 ago 2026 - 10h15
(atualizado às 10h32)

O rei Charles III e o príncipe William podem enfrentar custos de até 10 milhões de libras (cerca de R$ 71 milhões) para adequar imóveis de aluguel de suas propriedades privadas às novas exigências de eficiência energética previstas no Reino Unido.

A legislação, atualmente em elaboração, deverá elevar substancialmente os padrões mínimos de eficiência energética exigidos para imóveis alugados até 2030.

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Uma investigação do jornal "The Guardian", baseada em cerca de 700 certificados de desempenho energético das propriedades, identificou que 630 não atendem aos requisitos futuros.

Entre os imóveis afetados estão os Ducados de Lancaster e Sandringham, pertencentes ao monarca britânico, e o Ducado da Cornualha, administrado pelo herdeiro do trono.

Em Sandringham, 99% dos imóveis destinados a aluguel estão abaixo do padrão previsto. No Ducado de Lancaster, o percentual supera 90%, enquanto no Ducado da Cornualha ultrapassa 80%.

As reformas poderiam custar até 10 mil libras (R$ 70 mil) por propriedade. Em contrapartida, proprietários que aluguem unidades sem as melhorias exigidas poderão estar sujeitos a multas de até 30 mil libras (R$ 212 mil) por imóvel.

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A situação pode gerar críticas a Charles e William, ambos associados publicamente a iniciativas ambientais, caso parte significativa dos imóveis não seja modernizada dentro do prazo estabelecido.

Os dois ducados já haviam sido alvo de controvérsia em torno dos chamados "Duchy Files", documentos que revelaram receitas milionárias provenientes de contratos de arrendamento firmados com instituições públicas, entre elas hospitais e escolas.

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