Chuvas ajudam em combate ao maior incêndio da Bélgica em meio a chamas que assolam a Europa

17 ago 2026 - 10h22
(atualizado às 11h17)

A chuva que caiu sobre o leste da Bélgica na manhã de segunda-feira ajudou os bombeiros trabalhando para conter o maior incêndio florestal já registrado no país, que ameaçava chegar à fronteira com a Alemanha.

Os incêndios florestais assolaram a Europa neste verão após sucessivas ⁠ondas de calor severas, alimentadas pelas mudanças climáticas, que intensificaram a seca ‌e deixaram a vegetação extremamente seca. Os incêndios já queimaram 576.000 hectares na Europa este ano, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre ‌Incêndios Florestais (EFFIS) - uma área duas vezes maior que ‌Luxemburgo.

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No fim de semana, um casal de idosos morreu quando os ⁠incêndios varreram a ilha grega de Salamina, onde 500 pessoas foram retiradas de balsa depois que ventos fortes empurraram um incêndio florestal em direção a áreas residenciais, danificando casas. Um incêndio em Aragão, no nordeste da Espanha, destruiu 16.600 hectares, enquanto um incêndio na cidade turística de Omis, na Croácia, ‌forçou 1.000 pessoas a sair.

Na Bélgica, a agência meteorológica IRM informou que estavam ‌previstos entre 5 e ⁠9 milímetros de ⁠chuva para segunda-feira nos High Fens, uma reserva natural no leste da Bélgica que vem ⁠sendo atingida por incêndios desde sexta-feira. ‌A temperatura local deveria cair ‌para cerca de 20 graus Celsius, após ter ultrapassado 30°C na semana passada, durante uma onda de calor que levou partes da Bélgica a atingirem temperaturas de 37°C.

"Isso vai mudar tudo; além da água ⁠proveniente da chuva, também haverá um aumento nos níveis de umidade", disse o capitão do corpo de bombeiros Olivier Guist à emissora de rádio belga RTBF.

Apesar da queda nas temperaturas, grandes áreas do oeste, sul e centro da Europa ainda apresentavam alto risco ‌de incêndios florestais na segunda-feira, segundo dados do EFFIS.

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O risco extremo de incêndios tornou-se uma constante nos verões europeus nos últimos anos, à medida ⁠que o clima mais quente e seco causado pelas mudanças climáticas se combinou com outros fatores — incluindo o abandono rural, que deixou terras sem cuidados e permitiu o acúmulo de vegetação seca e inflamável nas florestas — para alimentar incêndios de rápida propagação.

Cerca de 90% dos incêndios florestais são provocados por atividades humanas, como fogueiras ou cigarros jogados no chão.

A Europa já havia sofrido sua pior temporada de incêndios já registrada no ano passado, com mais de um milhão de hectares de terra queimados. Alguns países, incluindo a França, bateram seus recordes anuais este ano, com a tradicional temporada de incêndios de junho a setembro longe de terminar.

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