Casos de sarampo nos EUA já superaram recorde de 2025, em apenas sete meses

24 jul 2026 - 15h29
(atualizado às 16h01)

Os Estados ‌Unidos registraram 2.318 casos confirmados de sarampo neste ano até o momento, informou o CDC nesta sexta-feira, superando o total do ano passado e atingindo o nível mais alto desde 1991.

Desse total, 2.302 casos foram notificados por 45 jurisdições e 16 foram identificados ⁠entre visitantes internacionais nos EUA até quinta-feira, informou o Centro de ‌Controle e Prevenção de Doenças. O país havia registrado 2.289 casos confirmados em 2025.

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O sarampo é um vírus altamente contagioso que ‌causa febre e erupções cutâneas. Ele pode ‌ser prevenido com a vacina tríplice viral, que oferece forte ⁠proteção com duas doses.

"Alcançar esse marco é particularmente impressionante porque ainda estamos em julho, e casos de sarampo continuam sendo registrados em todo o país, com surtos na Virgínia e na Pensilvânia", disse William Moss, professor de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública ‌Johns Hopkins Bloomberg.

Os EUA têm passado por vários surtos graves de sarampo ‌durante o mandato ⁠do secretário de ⁠Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que tem promovido repetidamente a alegação de que ⁠as vacinas contra o sarampo ‌estão ligadas ao autismo, ‌apesar das evidências científicas esmagadoras que comprovam o contrário.

Isso inclui o surto que começou no oeste do Texas no início de 2025 e se espalhou para o vizinho Novo México, bem ⁠como um grande surto na Carolina do Sul que foi declarado encerrado em abril.

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O CDC informou que 35 surtos foram registrados até agora em 2026, em comparação com 48 no ano passado.

"Desde o início do ano passado, ‌as autoridades federais têm minimizado o sarampo, considerando-o benigno e inevitável, e têm divulgado informações enganosas sobre a vacina tríplice viral", ⁠disse Andrew Racine, presidente da Academia Americana de Pediatria.

"Na metade de 2026, os EUA estão passando pelo pior ano em relação ao sarampo desde 1991. Estamos testemunhando uma crise evitável que afeta desproporcionalmente as crianças."

O surto na Carolina do Sul, que começou em outubro de 2025 e afetou quase 1.000 pessoas ao longo de seis meses, foi o maior surto em um único local nos EUA desde que a doença foi declarada erradicada em 2000.

Esse status de erradicação está agora sob revisão, com a Organização Pan-Americana da Saúde adiando uma decisão até novembro.

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