Casa Branca exclui CNN novamente de cobertura de Trump e amplia conflito com emissora

Veículo havia sido designado para acompanhar republicano em viagem nesta quinta-feira

1 out 2026 - 13h13
Resumo
A Casa Branca voltou a barrar a CNN do grupo de imprensa que acompanha compromissos oficiais de Donald Trump, ampliando a disputa com a emissora. O veto ocorreu no Texas e em Oklahoma, dias após a rede também ser excluída de um voo presidencial e de a Justiça barrar restrições ao canal na sede do governo. A defesa da CNN classificou a medida como inconstitucional e violadora da Primeira Emenda, pedindo a extensão judicial da suspensão dos bloqueios impostos pela administração republicana.

A Casa Branca excluiu novamente a CNN do grupo de imprensa responsável por acompanhar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante compromissos oficiais, ampliando o conflito com a emissora.

    A CNN estava escalada para fazer a cobertura da visita do republicano a uma fábrica de caminhões em Denton, no Texas, e de seu discurso subsequente em Durant, Oklahoma, conforme o sistema de rodízio de imprensa divulgado no domingo passado.

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    No entanto, a emissora foi retirada da lista de credenciados em ambos os compromissos de Trump.

    A medida surge cerca de uma semana depois de um juiz federal barrar a tentativa do governo dos EUA de restringir o acesso da CNN, da MSNBC e do Politico à Casa Branca.

    Também ocorre após a CNN ter sido excluída, durante o fim de semana, do voo no Air Force One que levou Trump ao Tennessee, apesar de a emissora estar escalada para a cobertura. A decisão judicial, porém, era específica para o acesso às dependências da Casa Branca.

    "Uma violação flagrante da Primeira Emenda e do devido processo legal", afirmou Theodore Boutrous, advogado que representa a CNN e as demais organizações de notícias na disputa judicial com a administração Trump.

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    Em outra declaração, Boutrous afirmou que a Casa Branca continua a implementar, de forma "imprevisível e inconsistente", a medida que classificou como uma proibição inconstitucional à imprensa livre.

    O advogado ressaltou ainda que a exclusão impede a CNN de cumprir sua função como integrante designada do "press pool", afetando também os demais veículos participantes e o público norte-americano.

    Na segunda passada, a CNN, a MSNBC e o Politico, representados por Boutrous, solicitaram a um juiz federal a extensão da suspensão da medida adotada pela administração Trump.

    O "press pool" da Casa Branca é formado por mídias que se revezam na cobertura de eventos presidenciais. Os veículos participantes compartilham imagens, informações editoriais e custos de cobertura e, em determinadas ocasiões, representam o conjunto da imprensa no acompanhamento de compromissos do presidente.

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    O sistema também funciona como um elo entre a Presidência e os demais veículos de comunicação, permitindo que jornalistas designados registrem eventos relevantes e compartilhem o material produzido com o restante da imprensa. .

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