Estudantes incendeiam ao menos duas escolas em protestos crescentes na França

1 out 2026 - 13h51
(atualizado às 14h06)
Resumo
Protestos estudantis contra a falta de pessoal e a precariedade das escolas escalaram na França, resultando no incêndio de ao menos dois colégios, ataques a bombeiros e dezenas de feridos e detidos. A tensão se intensificou em cidades como Marselha e Nantes em meio ao anúncio de impopulares cortes de gastos pelo governo. Diante das críticas por repressão policial, o gabinete do primeiro-ministro realizou uma reunião de crise, e o ministro da Educação agendou negociações com sindicatos e estudantes.

Estudantes manifestantes atearam fogo em ‌pelo menos duas escolas francesas na quinta-feira, enquanto professores foram acidentalmente respingados com gasolina em uma terceira, segundo autoridades, em meio a confrontos cada vez mais violentos devido à falta de pessoal e às instalações em estado de degradação.

No colégio ⁠Victor Hugo, em Marselha, os professores foram acidentalmente atingidos por ‌respingos de gasolina quando um estudante tentava jogar o líquido em uma lixeira, informaram as autoridades locais. Anteriormente, a ‌promotoria disse que os professores haviam sido ‌agredidos e "regados com gasolina".

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Em outra escola da cidade, o ⁠colégio Saint-Exupéry, centenas de jovens cercaram um caminhão de bombeiros que havia chegado para apagar um incêndio pela manhã, informou a polícia. Os agressores forçaram os bombeiros a fugir do veículo e, em seguida, atearam fogo.

Outro incêndio atingiu uma escola ‌na cidade de Nantes, no oeste do país, informaram as ‌equipes de bombeiros.

O ministro ⁠da Educação ⁠da França, Edouard Geffray, disse na quinta-feira que se reuniria sucessivamente com ⁠representantes de sindicatos de funcionários, ‌associações de pais e ‌associações estudantis na sexta-feira.

As manifestações e bloqueios, que começaram na semana passada, se tornaram um ponto crítico político em um momento delicado para o governo, que anunciou na ⁠quinta-feira uma série de cortes de gastos profundamente impopulares em seu orçamento para 2027.

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O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu realizou uma reunião de crise na tarde de quinta-feira sobre os protestos, que deixaram dezenas ‌de feridos. Centenas de pessoas também foram presas, a maioria delas adolescentes, segundo autoridades.

No subúrbio parisiense de Saint-Denis, multidões de ⁠jovens se aglomeraram diante de uma linha de policiais. Um estudante ergueu um cartaz com os dizeres: "Podemos nos explicar sem sermos atingidos por gás lacrimogêneo?"

Os estudantes acusam a polícia de usar táticas repressivas, incluindo o uso de gás lacrimogêneo. O governo criticou a violência que eclodiu durante alguns dos protestos, mas afirmou que as dificuldades nas escolas de ensino médio devem ser reconhecidas e resolvidas.

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