Brittin, ex-executivo do Google, é nomeado novo diretor-geral da BBC e deve liderar reformas

25 mar 2026 - 15h49

A BBC nomeou o ex-executivo do ‌Google Matt Brittin como seu novo diretor-geral nesta quarta-feira, substituindo Tim Davie, que saiu no ano passado após uma edição enganosa de um discurso do presidente dos EUA, Donald Trump.

Executivo do Google Matt Brittin, em Londres, Reino Unido
21/11/2016
REUTERS/Stefan Wermuth
Executivo do Google Matt Brittin, em Londres, Reino Unido 21/11/2016 REUTERS/Stefan Wermuth
Foto: Reuters

O presidente da BBC, Samir Shah, disse estar claro a "necessidade de uma reforma radical" na emissora, que é financiada com ⁠recursos públicos, e que ele e a diretoria acreditam que Brittin é ‌a pessoa certa para conduzir a mudança.

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"Os riscos para a BBC e o futuro do serviço público de radiodifusão nunca foram tão altos", acrescentou.

Além ‌de uma ação judicial de US$10 bilhões movida ‌por Trump, a BBC está enfrentando uma batalha para se manter ⁠relevante à medida que os espectadores, especialmente os mais jovens, migram para streamings e outras plataformas digitais.

Trump acusa a BBC de difamação pela forma como editou imagens de partes de um discurso que ele fez em 6 de janeiro de 2021, antes de seus apoiadores invadirem o Capitólio dos ‌EUA.

A emissora argumentou que o processo deveria ser julgado improcedente, dizendo que a ‌reeleição subsequente de Trump ⁠mostrou que a ⁠suposta difamação não prejudicou sua reputação.

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MOMENTO DE RISCO E OPORTUNIDADE

Brittin, de 57 anos, ingressou no ⁠Google em 2007 como diretor do ‌Reino Unido e da Irlanda ‌antes de subir na hierarquia e se tornar presidente para Europa, Oriente Médio e África em 2014. Ele anunciou em 2024 que deixaria o cargo no ano seguinte.

"Este é um momento de risco real, ⁠mas também de oportunidade real. A BBC precisa de ritmo e energia para estar onde as histórias estão e onde o público está", disse Brittin, que assumirá a nova função a partir de 18 de maio, em um comunicado.

"Para aproveitar o alcance, a ‌confiança e os pontos fortes criativos de hoje, enfrentar os desafios com coragem e prosperar como um serviço público adequado para o futuro. Mal ⁠posso esperar para começar esse trabalho", acrescentou.

A função de Brittin combina diretor-executivo e editor-chefe, dando a ele a responsabilidade pela liderança criativa, editorial e operacional. A BBC disse que ele nomeará um diretor-geral adjunto.

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O cargo vem acompanhado de intenso escrutínio político, com a BBC sujeita a críticas de todo o espectro sobre sua imparcialidade, pressionando uma instituição que há muito é considerada um dos referenciais culturais mais confiáveis e duradouros da Reino Unido.

Brittin também terá que negociar um novo acordo de financiamento depois que o arranjo atual expirar no final de 2027. As opções incluem a manutenção da taxa de licença paga pelas famílias que assistem à TV ou a mudança para assinaturas ou financiamento de anúncios.

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