Teerã cessará as hostilidades quando assim o desejar, quando suas próprias condições forem atendidas, enfatizou o funcionário, que não foi identificado.
Entre suas exigências, a República Islâmica busca o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, afirmou ele. Outro alto funcionário disse à Reuters que a resposta inicial de Teerã à proposta de Washington não foi "positiva".
Anteriormente, o regime iraniano havia negado qualquer contato com os Estados Unidos.
Segundo uma fonte iraniana, o Paquistão transmitiu a proposta norte-americana ao Irã para discussões que poderiam ocorrer em seu território ou na Turquia. Essa fonte não especificou se tratava do "plano de paz" de 15 pontos mencionado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Na terça-feira (24), Islamabad afirmou que está disposta a sediar potenciais negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif declarou na rede social X que Islamabad apoia integralmente os esforços em andamento para manter o diálogo e pôr fim ao conflito.
Guarda Revolucionária é contra negociação
Na manhã desta quarta-feira, o Comando Unificado das Forças Armadas Iranianas, entidade dominada pela Guarda Revolucionária Islâmica, rejeitou as propostas de Donald Trump.
Ontem, o presidente dos EUA afirmou que mantém conversas com "as pessoas certas" no Irã para chegar a um acordo, relatando progresso. Apesar desses desdobramentos incertos, Israel continua seu plano operacional.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram no Telegram que realizaram ataques aéreos contra a infraestrutura em toda a capital iraniana, Teerã. A agência de notícias semioficial iraniana SNN informou que os ataques atingiram áreas residenciais.
A Guarda Revolucionária do Irã lançou novos ataques contra vários alvos em Israel, incluindo Tel Aviv, bem como contra bases militares americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein, segundo a mídia estatal iraniana.
Com agências