Aviões de guerra israelenses bombardearam a delegacia de polícia de Sheikh Radwan, a oeste da Cidade de Gaza, matando 10 policiais e detentos, informaram policiais e paramédicos.
Equipes de resgate procuram por possíveis vítimas no local, acrescentou a polícia controlada pelo Hamas.
Outro ataque aéreo atingiu um apartamento na Cidade de Gaza, matando três crianças e duas mulheres, de acordo com funcionários do Hospital Shifa.
"Encontramos minhas três sobrinhas pequenas na rua. Eles estão falando sobre um cessar-fogo e tudo mais. O que essas crianças fizeram? O que nós fizemos?", disse Samer al-Atbach, um parente das vítimas.
Outras sete pessoas foram mortas em um acampamento de deslocados em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
Túnel na fronteira
De acordo com uma fonte militar israelense, esses bombardeios ocorreram após um incidente na sexta-feira (30), no qual soldados israelenses viram oito homens armados saindo de um túnel em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito. Três desses homens foram mortos e um quarto, descrito pelo Exército israelense como um oficial do Hamas na área, foi preso.
O Hamas não comentou o caso. Israel e o grupo palestino acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo negociado em outubro com os Estados Unidos.
Washington pressiona ambos os lados a implementar as próximas fases do acordo, com o objetivo de encerrar definitivamente o conflito desencadeado pelo ataque do movimento palestino ao território israelense em 7 de outubro de 2023.
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, bombardeios israelenses mataram mais de 500 pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde palestinas. Durante esse período, militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses, de acordo com autoridades israelenses.
A passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, que permaneceu praticamente fechada durante os dois anos de guerra, tem previsão de ser reaberta neste domingo (1º). O local é um ponto de entrada essencial para ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
A reabertura do posto de Rafah era reivindicada há muito tempo pelas Nações Unidas e pela comunidade humanitária.
Com AFP