Bill e Hillary Clinton querem prestar depoimento público sobre o caso Epstein

O casal diz que a investigação tem sido usada como arma para atacar os oponentes políticos do presidente Donald Trump, também citado nos arquivos

7 fev 2026 - 07h38
Resumo
Bill e Hillary Clinton solicitaram prestar depoimento público sobre o caso Epstein, alegando que a investigação tem sido usada como arma política pelos republicanos para atacar adversários de Donald Trump.
Bill e Hillary Clinton
Bill e Hillary Clinton
Foto: Melina Mara/The Washington Post via Getty Images

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, solicitaram, nesta sexta-feira, 6, que seu depoimento para o Congresso americano sobre a relação do casal com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein seja prestado em público para evitar que os republicanos politizem o assunto.

Os Clintons foram intimados a depor a portas fechadas perante o Comitê de Supervisão da Câmara, que investiga as conexões do falecido financista com figuras poderosas e como as informações sobre os crimes foram tratadas.

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Os democratas alegam que a investigação tem sido usada como arma para atacar os oponentes políticos do presidente Donald Trump (que também foi associado ao criminoso sexual, mas não foi convocado a depor).

"Vamos parar de brincar e fazer direito: em uma audiência pública", disse o ex-presidente democrata em sua conta no X. Segundo ele, realizar o depoimento a portas fechadas seria como ser julgado em um "tribunal irregular".

Hillary Clinton, por sua vez, disse que o casal já havia informado ao Comitê de Supervisão, liderado pelos republicanos, tudo o que sabiam. Mas, "se eles querem essa briga, que seja em público", afirmou na quinta, 5.

O Departamento de Justiça divulgou na semana passada o último lote dos chamados arquivos Epstein: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos relacionados à investigação sobre o financista, que morreu em 2019, em um caso considerado suicídio enquanto estava sob custódia.

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Bill Clinton aparece com frequência nos arquivos, mas não há evidências que liguem qualquer um dos Clintons a atividades criminosas.

O ex-presidente admitiu ter viajado no avião de Epstein no início dos anos 2000 para trabalho humanitário relacionado à Fundação Clinton, mas afirmou que nunca visitou a ilha particular de Epstein, onde ele supostamente realizava festas com sexo.

Hillary Clinton, que concorreu contra Trump nas eleições presidenciais de 2016, afirmou que não tinha nenhum relacionamento significativo com Epstein, nunca voou em seu avião e nunca visitou a ilha.

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