Ataques de Israel na Faixa de Gaza deixam mais de 30 mortos

IDF e Hamas se acusaram mutuamente de violar cessar-fogo

31 jan 2026 - 11h55
(atualizado às 12h56)

Uma série de ataques de Israel em diversas localidades da Faixa de Gaza deixou pelo menos 32 mortos neste sábado (31), incluindo sete crianças, de acordo com números divulgados pela agência de Defesa Civil do enclave, que é controlado pelo Hamas.

Os bombardeios foram realizados em meio ao cessar-fogo em vigor no território palestino desde outubro de 2025, que paralisou uma guerra de dois anos entre Israel e Hamas.

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Segundo a Defesa Civil, 32 corpos foram recuperados após os ataques aéreos em sete localidades da Faixa de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza, no norte, e Khan Younis, no sul, e ainda há pessoas desaparecidas sob os escombros.

O Ministério da Saúde do enclave também elencou 30 feridos, alguns em condições críticas. Entre as vítimas estão três garotas palestinas, uma avó e uma tia mortas no mesmo ataque.

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De acordo com o Hamas, trata-se de uma "clara violação do acordo de cessar-fogo". Já o Exército de Israel alega que o bombardeio foi uma resposta a "violações" da trégua por parte do grupo fundamentalista.

Em publicação no Telegram, as Forças de Defesa Israelenses (IDF) afirmam que os ataques miraram um depósito de armas do Hamas, um local de produção de armamentos e dois pontos de lançamento de foguetes. Uma delegacia na Cidade de Gaza também foi atingida.

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O cessar-fogo mediado pelos EUA entrou em sua segunda fase em janeiro, etapa que deveria incluir o desarmamento do Hamas, uma retirada gradual de Israel e o envio de uma força internacional de estabilização.

As negociações para implementação dessas medidas, no entanto, seguem travadas, apesar da recente criação de um assim chamado "Conselho de Paz" pelo presidente Donald Trump.

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