Ataque aéreo contra base italiana no Iraque foi proposital, diz ministro da Defesa

12 mar 2026 - 11h27

Um ‌ataque aéreo durante a noite que atingiu uma base militar italiana no Curdistão iraquiano foi proposital, disse o Ministério da Defesa italiano nesta quinta-feira, referindo-se à ofensiva que teve como alvo uma instalação que abriga pessoal da aliança militar ocidental Organização ⁠do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio ao conflito em ‌curso com o Irã.

O ataque ao Camp Singara, em Erbil, que não causou feridos, ocorreu em um momento em que ‌as tensões regionais aumentaram após a ‌guerra contra o Irã, lançada há quase duas semanas ⁠pelos Estados Unidos e por Israel.

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"Absolutamente sim. Essa é uma base da Otan dentro da Operação Resolução Inerente, portanto, também é uma base norte-americana", disse o ministro Guido Crosetto à emissora estatal italiana RAI, quando perguntado se o ataque havia sido ‌intencional.

Crosetto não indicou quem foi o responsável pelo ataque, aparentemente ligado ‌ao conflito mais ⁠amplo, mas disse ⁠que os 141 soldados italianos estacionados no local voltariam para casa, descrevendo ⁠a ação como previamente planejada.

"Já ‌trouxemos 102 pessoas de ‌volta dessa missão e transferimos cerca de 40 para a Jordânia", disse ele. Os soldados italianos em Erbil realizam principalmente tarefas de treinamento com as forças de segurança ⁠curdas.

Inicialmente, o ministério falou de um míssil, mas fontes posteriores disseram que a instalação foi atingida por um drone que destruiu um veículo militar usado para logística.

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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ‌disse que não estava claro de onde o drone tinha vindo, mas acrescentou que provavelmente era obra de uma milícia ⁠pró-iraniana baseada no Iraque.

"Expresso minha solidariedade e proximidade com nossos soldados, que saíram ilesos do ataque", disse a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, em sua conta no X.

O comandante da base, coronel Stefano Pizzotti, disse à emissora Sky TG24 que a equipe militar havia sido avisada sobre ameaças aéreas e se abrigou em bunkers horas antes do ataque.

"Estamos preparados e treinados para lidar com situações como essa, e a segurança de nosso pessoal é sempre nossa prioridade máxima", disse Pizzotti, acrescentando que o alerta de ataque aéreo havia terminado.

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