Negociações de paz entre Ucrânia e Rússia podem ser retomadas em setembro com a mediação dos Estados Unidos, segundo Kyrylo Budanov, chefe de gabinete ucraniano. Estagnadas desde fevereiro devido a divergências territoriais, as conversas ganham novo fôlego com uma proposta elaborada por Kiev e aliados ocidentais para apresentar a Moscou, aproveitando uma janela de oportunidade diplomática vista pelo presidente Volodymyr Zelenskiy.
Negociações entre as delegações ucraniana e russa poderão ocorrer em setembro e contar com a participação de representantes dos EUA, afirmou nesta quinta-feira Kyrylo Budanov, chefe de gabinete do presidente ucraniano.
Budanov disse que a Ucrânia pretende retomar as negociações, com novos desdobramentos prováveis no próximo mês. As negociações de paz lideradas pelos EUA estagnaram este ano, pois a Ucrânia recusou as exigências russas de ceder mais território e Washington passou a se preocupar cada vez mais com o conflito com o Irã.
"Espero que sim, e também com os norte-americanos, é claro. Não podemos prescindir deles", declarou Budanov à mídia ucraniana Novyny Live, quando questionado se isso significava negociações diretas entre negociadores ucranianos e russos.
O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou recentemente que a Ucrânia via uma janela de oportunidade para a mediação dos EUA até o final do próximo verão no hemisfério norte e elaborou um documento de uma página com sugestões, em conjunto com autoridades norte-americanas e europeias, a ser apresentado a Moscou.
A última rodada de negociações trilaterais entre Ucrânia e Rússia, com a participação de representantes dos EUA, ocorreu em fevereiro. Desde então, os representantes ucranianos e russos têm mantido apenas conversas separadas com a delegação norte-americana.