Argentina indicia Fernández por suspeita de corrupção

Caso envolvendo ex-presidente envolve contratações de seguros

11 jul 2025 - 14h29
(atualizado às 14h39)

Após a condenação de seis anos de prisão à ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, o também ex-mandatário de esquerda Alberto Fernández será julgado no país sul-americano por suspeita de corrupção.

Fernández é acusado de fazer "negociações incompatíveis com o exercício de cargo público"
Fernández é acusado de fazer "negociações incompatíveis com o exercício de cargo público"
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O juiz federal Sebastián Casanello indiciou o ex-líder peronista como parte de uma investigação sobre irregularidades na gestão de contratos de seguros para entidades públicas durante o período que permaneceu na Casa Rosada, entre 2019 e 2023.

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Fernández é acusado de fazer "negociações incompatíveis com o exercício de cargo público", que prevê pena de prisão de um a seis anos.

Na visão do magistrado argentino, o ex-presidente interveio para facilitar as relações comerciais do corretor de seguros Héctor Martínez Sosa, membro de seu "círculo íntimo". A mulher do corretor, María Cantero, chegou a ser nomeada secretária particular do ex-mandatário.

Casanello ainda argumentou que Fernández esteve envolvido no "plano de expansão de negócios" de Sosa com o Estado. As comissões  do corretor somavam aproximadamente US$ 2,2 milhões e representavam quase 60% do total pago pela empresa dele, a Nación Seguros.

O juiz ordenou a apreensão de cerca de US$ 14 milhões em bens do ex-presidente, que também foi levado a julgamento em fevereiro por agressão agravada e violência de gênero contra sua ex-esposa Fabiola Yañez.

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