Um dia após um agente federal de imigração ter matado a tiros uma mulher durante uma operação, a tensão em Minneapolis, nos Estados Unidos, permaneceu extremamente alta. Nesta quinta-feira (8), militares utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação.
A ação dos agentes ocorreu durante uma tentativa de empurrar manifestantes para o outro lado da rua, em frente a um prédio que abriga diversas agências governamentais, incluindo a de imigração. Uma nuvem de fumaça tomou conta da área, e várias pessoas começaram a tossir e a ofegar, demonstrando clara dificuldade para respirar.
Os protestos contra o tiroteio em Minneapolis se espalharam para Nova York, onde cerca de 400 manifestantes se reuniram em frente ao escritório do ICE, em Manhattan. Políticos locais também marcaram presença para alertar a multidão sobre possíveis ações das forças de segurança.
Paralelamente, líderes democratas na Câmara e no Senado dos Estados Unidos pediram a abertura de uma investigação sobre os acontecimentos em Minneapolis. A iniciativa também foi defendida pela ex-vice-presidente Kamala Harris.
"Este assassinato deve ser investigado minuciosamente, em total conformidade com a lei", afirmou o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, que criticou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, por "falta de credibilidade".
Agentes do ICE mataram Renee Nicole Good, de 37 anos. Mãe de três filhos, ela havia se mudado recentemente para a cidade. Classificada pelo governo de Donald Trump como "terrorista doméstica", a mulher atuava como observadora legal das atividades da agência e era uma poeta premiada. .