O comandante da Otan, Alexus Grynkewich, e o chefe de políticas do Pentágono, Elbridge Colby, debateram a revisão da presença militar dos EUA na Europa. A medida, conduzida pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, avalia opções estratégicas e pressiona aliados a ampliarem seus gastos com defesa e garantirem direitos operacionais aos norte-americanos. Com duração de até seis meses, o processo visa incentivar a autonomia europeia sem comprometer os compromissos globais de Washington.
O comandante-chefe da Otan, o general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, participou nesta sexta-feira de uma reunião virtual com o chefe de políticas do Pentágono, Elbridge Colby, para discutir possíveis abordagens para uma revisão do posicionamento das tropas norte-americanas na Europa.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou em junho uma revisão do posicionamento das tropas norte-americanas na Europa e ameaçou reter parte das contribuições dos EUA à Otan caso os aliados que se beneficiam sem contribuir não cumprissem seus compromissos de gastos com defesa.
Grynkewich participou da reunião desta sexta-feira na qualidade de chefe do Comando Europeu dos EUA "à medida que a Europa continua a assumir cada vez mais responsabilidade por sua defesa e que a aliança continua a se fortalecer e a fazer a transição para a 'Otan 3.0'", afirmou um porta-voz da Otan.
Um documento ao qual a Reuters teve acesso mostra que a revisão criará pelo menos quatro conjuntos de opções para Hegseth, com a reunião desta sexta-feira contribuindo para definir as possibilidades em discussão.
Hegseth disse aos ministros da Defesa na sede da Otan em Bruxelas, em junho, que a revisão duraria até seis meses e incluiria consultas ao Congresso, que estabeleceu por lei um número mínimo de tropas norte-americanas na Europa.
Embora não tenha afirmado explicitamente que a revisão poderia resultar em reduções dos 80 mil militares norte-americanos destacados na Europa, ele ressaltou que o objetivo seria estimular o continente a fazer mais, ao mesmo tempo em que se garante que as Forças Armadas dos EUA sejam capazes de cumprir seus compromissos globais.
Hegseth também criticou duramente os aliados que não apoiaram os EUA durante a guerra contra o Irã, depois que alguns negaram a Washington os direitos de uso de bases e de sobrevoo para atividades relacionadas à guerra, e afirmou que a revisão garantiria esses direitos.