A FDA aprovou o uso do Mounjaro, da Eli Lilly, para reduzir o risco de infarto e derrame em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular. A decisão baseou-se em um estudo que comprovou sua superioridade em relação ao Trulicity na prevenção de eventos cardíacos graves. A aprovação consolida a expansão dos medicamentos GLP-1, segmento em forte alta em que Lilly e Novo Nordisk ampliam indicações que vão além do controle glicêmico e do emagrecimento.
A Eli Lilly informou nesta sexta-feira que a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou seu medicamento para diabetes, Mounjaro, para reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrame em adultos com diabetes tipo 2 que apresentam alto risco de eventos cardiovasculares.
O Mounjaro é o medicamento para diabetes da empresa que atua sobre a proteína GLP-1 e também é usado para perda de peso. Nos EUA, a versão para obesidade é comercializada sob a marca Zepbound.
A aprovação se baseou nos resultados de um estudo que demonstrou que o Mounjaro superou o Trulicity, medicamento mais antigo da Lilly para diabetes, na redução do risco de ataque cardíaco e derrame em um grande estudo comparativo direto.
O estudo demonstrou que o Mounjaro reduziu o risco de eventos cardíacos adversos graves em 8% a mais do que o Trulicity.
As vendas do Mounjaro aumentaram 91%, para US$9,94 bilhões, durante o segundo trimestre, à medida que a forte demanda impulsionou os volumes de vendas nos mercados globais.
A rival dinamarquesa Novo Nordisk obteve a aprovação da FDA para seu medicamento para perda de peso, o Wegovy, na redução de riscos cardíacos em 2024 em adultos com sobrepeso ou obesidade sem diabetes. Em 2025, a FDA também aprovou seu medicamento mais antigo para diabetes, o Rybelsus, para reduzir o risco de eventos cardíacos graves em pacientes diabéticos.
Tanto a Lilly quanto a Novo buscam ampliar o alcance de seus medicamentos à base de GLP-1, testando-os em condições que vão desde doenças cardiovasculares até distúrbios hepáticos.