Acordo sobre Ormuz não deve ser assinado em reunião na segunda, diz autoridade iraniana

12 set 2026 - 13h54
Resumo
Uma reunião em Omã entre o Irã e países do Golfo Pérsico debaterá a crise regional e o tráfego no bloqueado Estreito de Ormuz, mas sem previsão de acordo imediato, em meio à recusa do Barein em participar e a divergências sobre a cobrança de taxas a navios. A via, estratégica para um quinto do petróleo global, vive forte tensão e alta nos preços após ataques mútuos entre forças iranianas e norte-americanas, agravados pela ofensiva dos houthis perto do Estreito de Bab el-Mandeb.

Uma reunião entre o Irã ‌e os países do Golfo Pérsico, prevista para segunda-feira em Omã, será uma oportunidade para discutir questões como o Estreito de Ormuz, mas não se espera que resulte na assinatura de um acordo ⁠sobre a via navegável bloqueada, afirmou neste sábado ‌uma alta autoridade iraniana.

Embarcações no Estreito de Ormuz
6 de setembro de 2026 REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz 6 de setembro de 2026 REUTERS/Stringer
Foto: Reuters

O Irã vem negociando há meses com Omã, que controla a margem oposta ‌do estreito, sobre um acordo ‌que regulamentaria o tráfego por essa via. ⁠Omã afirma há muito tempo que suas negociações contam com o apoio de outros países árabes do Golfo Pérsico.

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Teerã anunciou na sexta-feira que planeja participar de uma reunião com os países do Golfo ‌Pérsico em Omã na segunda-feira. Omã ainda não anunciou ‌oficialmente a reunião ⁠e outros ⁠países da região mantiveram silêncio até o momento. O Barein ⁠afirmou neste sábado ‌que não participaria de ‌reuniões com o Irã.

A autoridade iraniana, que discutiu os planos sob condição de anonimato, disse que a reunião de segunda-feira foi convocada por ⁠iniciativa de Omã e serviria de fórum para discutir outras questões regionais, além do Estreito de Ormuz.

Segundo a autoridade iraniana, o Irã ainda deseja um acordo que lhe ‌permita cobrar taxas dos navios que utilizam o estreito, o que Omã rejeita.

Cerca de um quinto do ⁠abastecimento global de petróleo transitava pelo estreito antes de os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em fevereiro, dando início à guerra.

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Os preços globais do petróleo dispararam na última semana depois que tanto os Estados Unidos quanto o Irã atacaram petroleiros no estreito, e os aliados houthis do Irã no Iêmen avançaram para perto de outro importante corredor de petróleo do Oriente Médio, o Estreito de Bab el-Mandeb, no lado oposto da Península Arábica.

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