Um grupo de aproximadamente 500 manifestantes, liderado pelo deputado estadual Rafael Saraiva (União/SP), reuniu-se na tarde de terça-feira (10) em frente à sede da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina para protestar sobre o Caso Orelha. O objetivo da mobilização foi protocolar pedidos de informações e cobrar celeridade e clareza nas investigações do chamado Caso Orelha, que apura a morte de um cão em janeiro deste ano.
O movimento contou com a participação de ativistas, protetores independentes e parlamentares de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Além de Saraiva, estiveram presentes João Fantazzini e o vereador de Londrina, Deivid Wesley (Republicanos). A manifestação transcorreu sem incidentes, concentrando-se no pedido de acesso aos dados do inquérito e nos critérios adotados pelas autoridades locais.
Como desdobramento do ato, o Ministério Público formalizou a abertura de um procedimento para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A apuração foca em possíveis irregularidades, como desvio de finalidade, uso da estrutura estatal e eventual utilização de publicidade oficial para fins de promoção pessoal.
O foco dos questionamentos reside nas declarações prestadas pela autoridade policial e no destino do cão Caramelo. O animal, que estava envolvido na ocorrência original, foi adotado pelo delegado-geral após o caso ganhar repercussão nacional, fato que gerou pedidos de monitoramento por parte de entidades de proteção animal.
O Caso Orelha teve início após a morte de um animal sob suspeita de maus-tratos praticados por um grupo de jovens em Florianópolis. De acordo com os autos, quatro pessoas foram identificadas e um adolescente de 15 anos foi indiciado.
Os manifestantes alegam a existência de contradições nos relatos oficiais apresentados até o momento. O grupo defende que a fiscalização das instituições é necessária para assegurar que o processo siga os ritos legais e que a situação do cão remanescente seja acompanhada conforme os protocolos vigentes.