Manchas de óleo voltam a atingir praias de Alagoas; origem é desconhecida

Material foi encontrado em Maceió e Marechal Deodoro; amostras serão encaminhadas ao Ibama e à Marinha para análise.

9 set 2026 - 15h17
(atualizado às 15h31)
Resumo
Manchas de substância oleosa de origem desconhecida atingiram praias de Maceió e Marechal Deodoro, em Alagoas, espalhando-se pela areia e pela água. Amostras foram recolhidas pelo Instituto Biota e enviadas ao Ibama e à Marinha para identificar a composição do material e eventuais responsáveis. A prefeitura atua na limpeza das áreas afetadas, sem registro de animais atingidos até o momento. Ainda não há confirmação de relação entre este episódio e o grande derramamento de petróleo de 2019.

Manchas com aparência oleosa voltaram a ser encontradas no litoral de Alagoas. Os primeiros registros ocorreram na terça-feira, 8 de setembro, entre as praias de Riacho Doce e Guaxuma, no Litoral Norte de Maceió.

Avaliação da área poderá identificar se espécies tiveram contato com a substância.
Avaliação da área poderá identificar se espécies tiveram contato com a substância.
Foto: Instituto Biota de Conservação / Portal de Prefeitura

O material foi localizado na água e na faixa de areia ao longo de um trecho de mais de quatro quilômetros. A origem e a composição da substância ainda são desconhecidas.

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Equipes do Instituto Biota de Conservação estiveram no local e coletaram amostras seguindo o protocolo utilizado em ocorrências envolvendo óleo. O material será encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha do Brasil.

As análises deverão indicar a composição e ajudar a identificar a possível origem das manchas. Até a última atualização, não havia informações sobre a quantidade de resíduos encontrados nem uma avaliação conclusiva dos impactos ambientais.

Prefeitura foi acionada para fazer a limpeza

A Prefeitura de Maceió foi acionada para realizar a limpeza da faixa de areia atingida. Imagens registradas no local mostram fragmentos escuros espalhados pela praia e próximos à água.

Não foi informado quanto do material já havia sido retirado nem o prazo necessário para concluir o trabalho. Os órgãos responsáveis também não divulgaram uma orientação específica para banhistas.

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Ainda não há confirmação de animais marinhos atingidos. O Instituto Biota, responsável pelo monitoramento de praias e pelo atendimento à fauna marinha em Alagoas, acompanha a ocorrência.

A avaliação da área poderá identificar se tartarugas, aves, mamíferos ou outras espécies tiveram contato com a substância.

Novas manchas aparecem no Litoral Sul

Nesta quarta-feira, 9 de setembro, manchas semelhantes também foram registradas na Praia do Saco e na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas.

Os novos relatos ocorreram um dia depois da identificação do material em Maceió. Apesar da proximidade entre as ocorrências, ainda não há confirmação de que as manchas encontradas nas duas regiões tenham a mesma procedência.

Até a manhã desta quarta-feira, as autoridades não haviam divulgado uma suspeita sobre a origem do material. O resultado das análises não deve ser imediato.

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Relação com derramamento de 2019 não foi confirmada

Também não foi estabelecida qualquer ligação entre as manchas atuais e o derramamento de petróleo que atingiu praias do Nordeste em 2019.

A confirmação depende da análise laboratorial das amostras. O procedimento poderá comparar a composição química do material e verificar se ele tem origem em petróleo ou em outro tipo de substância oleosa.

Enquanto os exames não forem concluídos, não é possível apontar responsáveis, estimar os riscos ambientais ou determinar se os registros fazem parte de um único episódio.

O monitoramento deverá continuar nas praias de Alagoas para verificar o surgimento de novos fragmentos e possíveis impactos sobre a faixa de areia e a fauna marinha.

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