Isa Scherer exibe corpo e desabafa sobre marcas da gestação: "Esta é a minha barriga"

Grávida novamente, Isa Scherer explica que planeja cirurgias reparadoras após o parto. Especialista explica que cuidados tornam-se fundamentais sobre o acolhimento materno

25 mar 2026 - 14h21

Após o anúncio de sua nova gestação, Isa Scherer compartilhou com sinceridade as transformações que a maternidade imprimiu em seu corpo. A atriz e chef revelou que, após o nascimento de seu terceiro filho, planeja realizar procedimentos cirúrgicos para tratar a diástase abdominal e uma hérnia umbilical, heranças da gestação dos gêmeos Mel e Bento, hoje com 4 anos.

Isa Scherer fala sobre cirurgia de diástase após nova gravidez
Isa Scherer fala sobre cirurgia de diástase após nova gravidez
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Isa Scherer desabafa sobre a maternidade real

Reconhecida por exaltar a beleza real, Isa já havia se manifestado sobre o tema anteriormente: "Esta é a minha barriga. Ela é para frente por causa de diástase, hérnia, gêmeos, flacidez". Para compreender os reflexos emocionais dessas mudanças e o preparo familiar para a chegada de um novo integrante, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo trouxe análises fundamentais sobre o acolhimento materno.

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A percepção do corpo após o parto pode impactar diretamente o bem-estar psicológico. Segundo Schiavo, a intensidade desse reflexo varia conforme a importância que a mulher atribui à estética: "É importante que essas mulheres possam ser acompanhadas por um profissional da saúde mental. Para muitas, isso vai mexer com a autoestima, mas não vai tirar a paz delas; não terão alterações emocionais significativas. A mulher pode ter uma frustração, mas consegue levar isso 'de boa'. Mas, para outras, isso pode mexer muito. Nesses casos, é importante o acompanhamento de um psicólogo perinatal para ajudá-la a lidar com essa frustração que está sendo significativa."

Sobre a escolha por intervenções reparadoras, a especialista destaca a necessidade de um diálogo transparente com a equipe médica: "Quando uma mulher decide fazer uma cirurgia reparadora, ela precisa ter uma conversa com seus médicos: tanto o que vai cuidar da cirurgia quanto o seu obstetra. Isso pode trazer a ela uma maior tranquilidade e uma saúde mental melhor. Com as respostas dos profissionais, fica mais fácil tomar todas as decisões relacionadas a realizar esse procedimento já, ou às vezes até deixar um pouco mais para a frente."

Impactos psicológicos da chegada de um novo bebê em casa

A transição para a chegada de um bebê exige atenção especial aos filhos mais velhos. A psicóloga orienta que o diálogo aberto é a melhor estratégia para alinhar expectativas: "Geralmente, essa preocupação acontece quando essa mulher engravida sem planejamento. Ter uma conversa antes com a criança ajuda, porque essa mãe vai entender o que está se passando na cabeça do filho. É importante conversar e dizer: 'Olha, agora você vai ter um irmãozinho, a mamãe está grávida e, em alguns momentos, não vai conseguir mais te atender o tempo todo, mas a mamãe te ama e está aqui'."

Para integrar os irmãos e mitigar a sensação de exclusão, Rafaela sugere incluir os maiores na rotina do recém-nascido: "Quando de fato essa criança nascer, é fundamental ter momentos integrados. Na hora de amamentar, chama a criança para ir junto: 'Senta aqui do lado da mamãe, vai brincando com esse brinquedo enquanto eu estou amamentando o seu irmãozinho'. Trazer os outros filhos para os momentos com o bebê facilita para que a mãe não se sinta tão culpada. A criança maior muitas vezes vai ter que se frustrar, e para isso, a mãe vai precisar contar com uma boa rede de apoio."

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Ansiedade materna

Por fim, a psicóloga alerta que medos excessivos sobre o sofrimento do filho mais velho podem ser projeções da própria infância da mãe: "Se ela foi a primeira filha e se sentiu magoada quando veio o irmãozinho, ela acaba tendo essas lembranças e reproduz isso agora. É uma outra pessoa, é um outro filho, não é ela, mas a mãe fica com aquela preocupação por conta de uma questão do seu próprio passado. Quando situações como essa ficam muito presentes e a mulher fica ansiosa, é o momento de procurar novamente um profissional da psicologia perinatal para trabalhar essas questões e ajudar a tornar essa maternidade mais leve."

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