Irã teria mesmo abatido o caça "invulnerável" dos EUA?

24 mar 2026 - 13h26

Teerã afirma que atingiu um F-35, considerado o mais avançado caça dos EUA. No mesmo dia, uma aeronave do mesmo modelo fez um pouso de emergência em uma base aérea no Oriente Médio.Após um caça F-35 dos Estados Unidos fazer na semana passada um pouso de emergência em uma base aérea noOriente Médio, em meio à escalada da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, duas fontes ouvidas pela imprensa dos EUA afirmaram que a aeronave foi atingida por fogo iraniano quando retornava de uma missão de combate. Essa versão também foi veiculada pela mídia estatal de Teerã.

Construído pela Lockheed Martin, o F-35 é um jato furtivo de quinta geração, chamado pelo fabricante de "o caça mais avançado do mundo"
Construído pela Lockheed Martin, o F-35 é um jato furtivo de quinta geração, chamado pelo fabricante de "o caça mais avançado do mundo"
Foto: DW / Deutsche Welle

Caso a informação seja confirmada, este seria o primeiro registro de um F-35, considerado o principal vetor da aviação militar de Washington, sendo atingido por forças iranianas desde o início da guerra.

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O que se sabe sobre o incidente?

Após o pouso de emergência, o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), declarou que o jato aterrissou com segurança e que o piloto estava em condição estável. Ele não detalhou as causas do incidente nem o local exato do pouso, limitando-se a informar que o caso estava sob investigação.

Naquele mesmo dia, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou ter atacado uma aeronave americana.

Já no domingo (22/03), a revista especializada Air & Space Forces Magazine informou que o piloto teria sofrido ferimentos provocados por estilhaços e que a aeronave fora atingida por fogo antiaéreo, citando fontes anônimas com acesso às informações.

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A agência iraniana Tasnim divulgou imagens que mostrariam sistemas de defesa aérea de Teerã atingindo de Teerã um F-35 americano.

O F-35 e sua relevância estratégica

Produzido pela empresa aeroespacial americana Lockheed Martin, o F-35 é um caça furtivo de quinta geração projetado para evitar detecção por radar e empregar armamentos guiados com alta precisão. Considerado pela fabricante como "o caça mais avançado do mundo", combina tecnologia stealth, sensores sofisticados e capacidade de processamento de dados em altíssima velocidade.

A primeira versão do caça voou em 2006, com novas variantes entrando em serviço na década seguinte. Em 2016, o avião começou a ser incorporado nas Forças Armadas dos EUA e em 2018 realizou suas primeiras operações militares.

O programa de desenvolvimento da aeronave custou US$ bilhões e o custo unitário de cada avião é estimado em cerca de US$ 100 milhões (R$ 528 milhões).

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Entre seus diferenciais, estão sistemas de radar e sensores que fornecem ao piloto visão de 360 graus do ambiente e permitem identificar e neutralizar ameaças rapidamente.

O modelo é desenvolvido em parceria com diversos países, incluindo Reino Unido, Austrália, Canadá, Itália, Noruega, Dinamarca e Holanda, que produzem componentes ou montam suas próprias unidades.

Grande parte da reputação da aeronave em termos de superioridade aérea provém da combinação de tecnologia furtiva, sensores avançados e computação de alta velocidade.

O impacto da derrubada de um F-35 pelo Irã

Autoridades americanas ainda não confirmaram se um caça F-35 foi de fato atingido por fogo iraniano. Questionado na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou: "Estamos voando para onde quisermos. Ninguém está atirando em nós."

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Embora estejam em operação desde 2018, não há casos confirmados de F-35 abatidos por fogo inimigo. Especialistas em defesa afirmam que caso o Irã realmente tenha danificado um desses jatos, roía isso representaria um marco no conflito e demonstraria que a aeronave não é invulnerável em uma guerra.

Quantos aviões americanos foram abatidos nesta guerra?

Desde o início dos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, teriam sido derrubados cerca de uma dúzia de drones MQ‑9, também chamados de Reaper. O modelo, capaz de permanecer mais de 27 horas no ar e equipado com sensores avançados, também pode operar com mísseis ar-solo.

Autoridades americanas informaram ainda que cinco aeronaves de reabastecimento KC‑135 foram danificadas após um ataque iraniano a uma base na Arábia Saudita em 14 de março.

Três caças F-15E Strike Eagle dos EUA foram abatidos no começo deste mês em um incidente de "fogo amigo" no Kuwait. Todos os seis tripulantes ejetaram em segurança e foram resgatados.

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No domingo, o Irã afirmou ter interceptado um caça F-15 que violava o espaço aéreo iraniano no sul do país, perto da Ilha de Ormuz. Mas os EUA desmentiram a informação.

Em uma publicação em seu perfil no X, o Centcom classificou como "falsos" os "rumores" que afirmam que a república islâmica derrubou recentemente um F-15, e assegurou que nenhuma das 8 mil aeronaves de combate mobilizadas pelos EUA desde o início do conflito foi derrubada pelo Irã.

md (Reuters, EFE, ots)

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