Irã ameaça contra-atacar infraestrutura dos EUA e fechar estreito de Hormuz totalmente

Governo iraniano promete destruir usinas e redes de tecnologia americanas caso Donald Trump cumpra a promessa de bombardear o país

23 mar 2026 - 00h45
(atualizado às 00h48)

A estabilidade geopolítica global enfrenta um de seus momentos mais críticos com a escalada de ameaças diretas entre Teerã e Washington. O exército do Irã subiu o tom e afirmou categoricamente que pretende atacar a infraestrutura estratégica dos Estados Unidos espalhada pelo Golfo Pérsico. O comunicado surge como uma resposta imediata aos alertas recentes sobre possíveis ofensivas contra centrais elétricas iranianas. O comando militar estrangeiro sinaliza que não recuará diante de pressões externas e mantém o estreito de Hormuz como peça central desse tabuleiro de guerra.

Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei
Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei
Foto: Majid Saeedi/Getty Images / Perfil Brasil

Irã promete retaliação total contra energia dos EUA

O porta-voz do comando operacional do Exército foi enfático ao detalhar o alcance de uma possível resposta militar iraniana. Segundo declaração divulgada pela agência de notícias Fars, "se a infraestrutura iraniana de combustível e energia for violada pelo inimigo, toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização dos Estados Unidos e do regime na região será atacada". Essa postura demonstra que o conflito pode paralisar serviços essenciais para as tropas e aliados americanos estacionados no Oriente Médio, elevando o risco de um apagão tecnológico e de desabastecimento de água na região.

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O estopim para essa nova onda de hostilidades foi um ultimato direto do presidente Donald Trump. O líder americano estabeleceu um prazo rigoroso para que o fluxo marítimo em Hormuz seja normalizado sem restrições. Em uma declaração que ecoou mundialmente, ele afirmou que vai "atacar e destruir completamente" as unidades de geração de energia do país persa caso o cronograma não seja respeitado. A retórica de Washington foca na eliminação da capacidade produtiva iraniana como forma de punição econômica e estratégica.

Donald Trump estabelece prazo de 48 horas para o Irã

A mensagem de Trump não deixou margem para ambiguidades quanto às intenções da Casa Branca. "Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o estreito de Hormuz dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América vão atacar e obliterar suas diversas usinas de energia, começando pela maior primeiro. Obrigado pela sua atenção a este assunto", declarou o presidente. Esse posicionamento coloca as forças armadas de ambos os lados em estado de alerta máximo, enquanto o mercado global de energia observa com temor os desdobramentos sobre o preço do barril de petróleo.

Enquanto as duas potências trocam ameaças, o G7 se mobilizou para tentar conter os danos econômicos de um eventual fechamento da rota marítima. Os ministros das Relações Exteriores das nações mais industrializadas do mundo manifestaram prontidão para intervir e garantir o suprimento global. O grupo reforçou que a passagem pelo estreito de Hormuz é vital, pois por ali transita cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta. O bloqueio dessa via representaria um colapso logístico sem precedentes para a economia ocidental e asiática.

G7 condena ataques iranianos e apoia parceiros locais

Em um esforço diplomático e militar coordenado, o G7 emitiu um comunicado conjunto reafirmando sua posição ao lado dos aliados regionais. "Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes", escreveram os ministros. O bloco, composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia, busca isolar Teerã politicamente enquanto prepara respostas logísticas para manter o comércio internacional ativo.

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A nota oficial do grupo também foi dura ao criticar as táticas utilizadas pelo governo iraniano nos últimos incidentes. "Condenamos os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia", afirmou o comunicado do G7. Atualmente, 22 países já indicaram que possuem interesse direto em integrar uma coalizão para garantir a livre circulação pelo estreito. Entre os apoiadores estão diversas nações europeias e países árabes como os Emirados Árabes Unidos e o Bahrain, que temem os impactos de uma guerra prolongada em suas fronteiras.

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