Homem paga R$ 10 mil por carro de R$ 150 mil anunciado no Facebook e acaba preso no Rio

Após uma ação da Polícia Civil na Zona Norte do Rio de Janeiro, perícia encontro alterações na placa, no chassi e no motor do veículo de luxo

10 out 2026 - 09h35
Resumo
Um homem foi preso em flagrante no Rio de Janeiro após comprar um Honda HR-V clonado, avaliado em R$ 150 mil, por apenas R$ 10 mil em dinheiro pelo Facebook Marketplace. A Polícia Civil flagrou o veículo com placas, chassi e motor adulterados na Zona Norte da cidade. O comprador admitiu que sabia do preço muito abaixo do mercado, e as autoridades agora investigam a origem do automóvel e os perfis em redes sociais que comercializam veículos ilegais usando dados falsos.

Um homem acabou preso nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, após policiais identificarem um carro clonado que circulava pelo bairro de Tomás Coelho, na Zona Norte. Segundo a Polícia Civil, o veículo valia aproximadamente R$ 150 mil, embora o comprador tenha desembolsado apenas R$ 10 mil.

Comprador acabou preso após a polícia identificar que o carro apresentava alterações na placa, no chassi e no motor
Comprador acabou preso após a polícia identificar que o carro apresentava alterações na placa, no chassi e no motor
Foto: Divulgação/DVRFA / Perfil Brasil

A negociação começou por meio de um anúncio no Facebook Marketplace e, em seguida, o pagamento ocorreu integralmente em dinheiro. 'O Globo' identificou o automóvel como um Honda HR-V branco.

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Preso com carro clonado

A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) chegou ao automóvel após um trabalho de inteligência apontar a circulação de um veículo adulterado pela região. Durante a perícia, então, os agentes verificaram que a placa usada no HR-V não correspondia à sua identificação original. Ademais, as gravações do chassi e do motor  apresentavam remarcações.

Com a análise desses elementos, a polícia conseguiu recuperar os dados verdadeiros do automóvel e confirmar a clonagem. De acordo com informações do 'g1', o comprador admitiu aos agentes que sabia que os R$ 10 mil pagos estavam muito abaixo do valor de mercado do modelo.

Investigação busca outros envolvidos

A Polícia Civil autuou o homem em flagrante por conduzir um veículo com sinais identificadores adulterados. Agora, os investigadores buscam descobrir a origem do HR-V e identificar outras pessoas que participaram da negociação.

Além desse caso, a DRFA-CAP investiga perfis usados para oferecer veículos de origem criminosa por preços muito inferiores aos praticados no mercado. Algumas dessas contas acumulam milhares de seguidores e permanecem ativas por períodos de 30 a 60 dias.

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A apuração também encontrou cadastros vinculados a e-mails falsos ou a dados de terceiros. Em alguns casos, pessoas sem relação com o esquema tiveram informações pessoais utilizadas, inclusive números de telefone cadastrados como chaves Pix.

Facebook comenta o caso

O Facebook informou que não permite atividades destinadas a enganar, fraudar ou explorar usuários em suas plataformas. "Usamos uma combinação de denúncias dos usuários, tecnologia e revisão humana para aplicar nossas políticas, e colaboramos com autoridades de acordo com a legislação aplicável", afirmou a empresa em nota enviado ao 'g1'.

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