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Grifes de luxo apostam na colaboração com marcas esportivas

Moletons, tênis e camisetas criados em parceria voltam a ser itens-desejo e agitam a moda aqui e lá fora

2 jul 2022 - 06h10
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Há cinco anos, durante a Semana de Moda Masculina de Paris, o mundo fashion assistiu atentamente ao desfile da Louis Vuitton - na época dirigida pelo britânico Kim Jones. O motivo? Uma inusitada colaboração com a marca de streetwear americana Supreme. De um lado uma grife de luxo que está entre as mais tradicionais do mundo, do outro uma potência americana com raízes na cultura do skate e uma legião fiel de jovens fãs.

Uma união que poderia parecer distante, mas que deu certo e lançou um verdadeiro movimento na moda nos anos subsequentes. Moletons, tênis e camisetas se tornaram itens-desejo no universo da moda de luxo e o estilo viveu seu auge entre os fashionistas.

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O impacto se fez presente em números. Na temporada do lançamento da coleção, a Louis Vuitton registrou lucros de aproximadamente US$ 23 bilhões, um valor que na época representou um aumento de 23% quando comparado ao período anterior.

Peças da colaboração da Gucci com a Adidas e da Jacquemus com a Nike 
Peças da colaboração da Gucci com a Adidas e da Jacquemus com a Nike
Foto: Gucci, Jacquemus e reprodução do Instagram / Estadão

O case de 2017 pode parecer antigo - principalmente quando levamos em consideração a velocidade frenética e mudanças constantes no mercado da moda -, mas é um ótimo exemplo de como parcerias e colaborações são boas ferramentas estratégicas para que casas de moda de luxo se renovem aos olhos do público. A bola da vez, no entanto, são as marcas de esportes. Gucci, Balenciaga e mais recentemente a francesa Jacquemus agitaram a cena ao trazerem a público suas novas parcerias.

A italiana Gucci foi a primeira. A marca, que foi fundada em 1921 na cidade de Florença, passou por inúmeras transformações durante sua longa história, nos últimos anos sob a batuta de Alessandro Michele. O diretor criativo orquestrou grandes ações de enorme sucesso comercial, tornando a grife novamente uma das mais desejadas e rentáveis do mercado. A novidade que chega às lojas brasileiras no início deste mês é uma colaboração com a gigante alemã do mundo dos esportes, a Adidas.

A coleção Adidas X Gucci cruzou a passarela em fevereiro deste ano e o que vimos foi uma fusão dos códigos mais icônicos das duas marcas. Pense nas famosas três listras da Adidas sobrepostas ao monograma Gucci em abrigos esportivos construídos com as mais precisas técnicas de alfaiataria italiana e, é claro, em uma infinidade de acessórios que vão de bolsas e bonés, que mesclam esses dois universos aparentemente tão distantes.

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LOJAS. A colaboração chega às lojas acompanhada por grandes ações de comunicação. A principal foi a abertura de lojas temporárias ao redor do mundo para, de acordo com a marca, "criar uma experiência imersiva baseada no caleidoscópio de estéticas da coleção". Vale lembrar que no mercado de luxo, o espaço físico das lojas, sua decoração e disposição de mercadorias, são vistos como extensões de sua visão criativa e a construção das chamadas pop-up stores demandam grandes custos. Sendo assim, ver esse tipo de investimento é um forte indicador das expectativas de uma marca para uma coleção.

Outra que também apostou na parceria com a Adidas foi a Balenciaga. Sua coleção Resort 2023, apresentada em maio, trouxe 36 peças criadas a quatro mãos. Ambas, Gucci e Balenciaga são grifes que fazem parte do Grupo Kering, um dos maiores conglomerados de luxo do mundo, e a receita das parcerias é similar: um mélange de códigos e logos.

Mas, em ambas as colaborações, o que predomina é o estilo de cada uma das grifes de luxo - e os preços praticados também. As peças assinadas por Balenciaga Adidas chegam a custar US$ 5.500, o equivalente a um valor de aproximadamente R$ 28.500, na cotação atual.

Além das gigantes do mercado de moda, outras marcas com menor lastro também embarcam na onda, e a francesa Jacquemus é uma delas. O desfile da grife, realizado na quarta, 28, foi marcado pela parceria com a Nike. Aqui, a logomarca esportiva chega menor e mais discreta, seguindo a estética purista de Jacquemus, diretor criativo da marca francesa hit entre os jovens. Seu maior highlight é um modelo de tênis que já está à venda em duas cores, uma em tons de bege e outra marrom.

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Ao analisarmos esses três exemplos, e ao vermos a tendência adaptada a diferentes estilos, a mensagem que fica é clara: o universo dos esportes continua como uma das grandes apostas da moda atual.

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