Após ataque contra a Venezuela, Trump quer "administrar" país sul-americano temporariamente. Vice venezuelana diz que Maduro, acusado de "narcoterrorismo", é o único presidente.Forças militares dos Estados Unidos lançaram neste sábado (03/01) ataques militares contra alvos na Venezuela. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa.
As principais informações:
Fortes explosões e ruídos de aviões foram ouvidos nas primeiras horas deste sábado em Caracas e outras regiões da Venezuela.
Trump anunciou em sua rede social Truth Social que Maduro e sua esposa foram removidos do país sul-americano. Ele disse que os Estados Unidos realizaram um "ataque em larga escala à Venezuela".
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro irá a julgamento em um tribunal de Nova York.
O governo venezuelano denunciou o que chamou de "agressão militar gravíssima" dos Estados Unidos contra alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira, onde estão localizados o aeroporto e o porto da capital do país.
"Não vão nos derrotar", disse o ministro venezuelano da Defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que Maduro é "o único presidente" da Venezuela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ações americanas que, segundo afirmou, estariam em "flagrante violação do direito internacional".
Os EUA vão administrar a Venezuela temporariamente, segundo Trump, até que seja possível uma transição de poder segura. O presidente quer petrolíferas americanas explorando as reservas venezuelanas. Não está claro por ora quem assumirá o poder.
Maduro e a primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, pousaram numa base militar americana em Nova York, sob forte esquema policial.
Esta transmissão de notícias ao vivo foi encerrada.
Maduro e primeira-dama venezuelana pousam em solo americano
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou aos Estados Unidos neste sábado, após ter sido capturado numa operação ordenada pelo presidente americano, Donald Trump.
O venezuelano foi retirado à força da Venezuela com a sua esposa, Cilia Flores, durante a madrugada do horário local em Caracas.
Horas depois, eles pousaram numa base militar em Nova York, a bordo de um Boeing 757 e cercados por agentes do FBI e da Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês), o órgão que reprime o tráfico de narcóticos nos EUA.
O casal presidencial será julgado em Nova York, segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi. Tanto ele quanto Flores deverão comparecer a um tribunal federal nos próximos dias.
O presidente venezuelano foi "acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos", segundo Bondi.
"Domínio dos EUA na América Latina nunca mais será questionado"
O presidente Donald Trump afirmou que "o domínio dos Estados Unidos na América Latina nunca mais será questionado", após a operação militar na Venezuela.
"A Venezuela protegia cada vez mais adversários estrangeiros em nossa região e adquiria armas ofensivas ameaçadoras que podiam colocar em risco os interesses e vidas dos Estados Unidos", declarou o republicano.
Na sua nova Estratégia de Segurança Nacional, publicada no fim do ano passado, Trump deixou claras as suas pretensões hegemônicas para as Américas.
Já apelidada de "Doutrina Donroe" - um neologismo que combina Donald e Monroe - a estratégia destilada no documento revive a antiga Doutrina Monroe, de 1823, usada para justificar a aspiração dos EUA em se tornarem a principal potência ocidental.
Além disso, o texto afirma que os EUA negarão a competidores externos "a capacidade de posicionar forças ou outros meios de ameaça" ou "possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais no nosso hemisfério", referindo-se especialmente a China, Rússia e Irã.
O reposicionamento sucede o que o governo Trump chama de "anos de negligência" nas Américas.
Aliados de Trump elogiam ação militar dos EUA
Aliados do presidente Donald Trump saíram em defesa do ataque pelos Estados Unidos contra a Venezuela, na contramão da maioria dos países que se posicionaram neste sábado.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, congratulou Trump pela "corajosa e histórica liderança em nome da liberdade e da justiça." "Eu saúdo sua determinação decisiva e a brilhante ação de seus valentes soldados."
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, disse mais cedo em entrevista: "Temos que entender que é o colapso do regime de um ditador que estava fraudando eleições, que foi derrotado na última eleição e, apesar disso, se agarrou ao poder. É por isso que eu diria que a notícia de hoje é excelente para o mundo livre."
Durante cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, Milei já pedira a seus parceiros que apoiassem a pressão militar dos EUA contra a Venezuela e que condenassem o governo de Maduro.
Enquanto a União Europeia (UE) pediu respeito ao direito internacional, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse que "considera legítima a intervenção defensiva contra ataques híbridos à segurança (dos EUA), como no caso de entidades estatais que fomentam e promovem o tráfico de drogas". Ela ressaltou, entretanto, que "ação militar externa não é o caminho para terminar regimes totalitários".
Já a Ucrânia, que depende do apoio dos EUA contra a Rússia, não endereçou a legalidade do uso da força pelos EUA . O ministro de Relações Exteriores, Andriy Sybiga, preferiu comentar a falta de legitimidade de Maduro e a repressão que marca há anos o regime venezuelano. Ele disse apoiar a "democracia, os direitos humanos e os interesses dos venezuelanos."
Por sua vez, o premier britânico, Keir Starmer, disse que o Reino Unido "não vai derramar lágrimas" pelo fim do regime de Maduro, depois de ter reiterado a importância da legislação internacional horas antes.
Maduro é único presidente da Venezuela, diz vice
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse em pronunciamento por vídeo que Nicolás Maduro é o único presidente do país sul-americano.
Ela exigiu a liberação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados pelos Estados Unidos e retirados da Venezuela neste sábado.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que Rodríguez havia assumido a posição de Maduro temporariamente. O The New York Times reportou, citando duas fontes anônimas, que ela havia sido empossada como presidente numa cerimônia secreta em Caracas.
Segundo o republicano, o seu governo administrará a Venezuela até que uma transição de poder segura seja possível.
"Estamos prontos para defender a Venezuela", disse a vice-presidente, acrescentando que a Venezuela não será "colônia" de nenhum outro país.
Ela anunciou ainda a ativação do Conselho de Defesa da Nação, que ela preside, e disse ter enviado ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) um decreto que concede "faculdades especiais" diante de "ameaças" dos EUA. O documento foi assinado em 29 de setembro por Maduro, e o texto não foi divulgado.
Chanceler federal alemão pede "transição para governo legitimado por eleições" na Venezuela
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse que uma avaliação legal do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela levará tempo. Ele alertou contra o risco de "instabilidade política" no país sul-americano, pedindo uma "transição para um governo legitimado por eleições".
Classificando como "complexa" a justificativa americana, ele afirmou que o presidente Nicolás Maduro "levou o seu país à ruína".
"Maduro desempenhou um papel problemático na região, formando alianças infelizes em todo o mundo e envolvendo a Venezuela no tráfico de drogas", afirmou Merz.
Já o escritório diplomático da Alemanha conclamou "todas as partes envolvidas a evitar uma escalada da situação e a buscar caminhos para uma solução política." Também defendeu o respeito ao direito internacional, afirmando que "os venezuelanos merecem um futuro pacífico e democrático."
A Organização das Nações Unidas (ONU) e diversos governos, incluindo o do Brasil, apontaram que o presidente Donald Trump violou a lei internacional.
"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula em comunicado.
A China condenou o ataque, dizendo-se "profundamente chocada". "O comportamento hegemônico por parte dos EUA viola gravemente o direito internacional, infringe a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe."
Em tom semelhante, a França apontou que, embora Maduro tenha "gravemente violado" os direitos dos venezuelanos, a operação militar que levou à sua captura "contraria o princípio da não utilização da força, que sustenta o direito internacional."
Já a União Europeia (UE) apelou à moderação, afirmando que "em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados."
A Rússia acusou os EUA de cometerem "um ato de agressão armada contra a Venezuela", classificando-o como "profundamente preocupante e condenável."
"A animosidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo comercial e a disposição de construir relações baseadas na confiança e na previsibilidade", disse o Ministério de Relações Exteriores russo.
Secretário-geral da ONU vê "precedente perigoso" na Venezuela
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, se disse "profundamente preocupado com o fato de as regras do direito internacional não terem sido respeitadas" no ataque dos EUA à Venezuela.
Para ele, a ação militar americana contra o presidente Nicolás Maduro, classificada amplamente por governos como ilegal, poderia constituir um "perigoso precedente".
"O Secretário-Geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito - por todos - do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas," disse um porta-voz, instando ainda "todos os atores na Venezuela a engajarem em diálogo inclusivo, em respeito integral aos direitos humanos e ao Estado de direito."
Espera-se que o Conselho de Segurança se reúna em caráter de urgência ainda neste sábado para tratar da situação, reportou a agência de notícias EFE.
Há anos, a ONU defende uma solução negociada para a crise venezuelana, apoiando iniciativas de mediação e diálogo entre o governo e a oposição. Também já exigiu repetidamente o respeito às liberdades fundamentais e aos mecanismos democráticos.
Não está claro quem assume o poder na Venezuela
Na esteira da captura do presidente Nicolás Maduro, não está claro quem assumirá o poder na Venezuela.
O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos vão administrar o país sul-americano até que uma transição de poder "segura, adequada e prudente" seja possível. Não se sabe ainda quem serão os seus indicados para a missão, embora Trump tenha sugerido que o secretário de Estado, Marco Rubio, possa assumir um papel importante.
O republicano descartou a possibilidade de a líder da oposição, Maria Corina Machado, assumir a liderança, afirmando que ela não tem "apoio ou respeito" na Venezuela para governar. Os EUA não conversaram com ela desde a retirada de Maduro, de acordo com Trump.
Machado levou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Mais cedo neste sábado, ela pediu que Edmundo González se tornasse de imediato o novo presidente. Ele afirma ter vencido as eleições de 2024, em que concorreu no lugar de Machado, depois de ela ter sido impedida pela Justiça venezuelana.
Já a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, teria concordado em trabalhar com os Estados Unidos, ainda segundo Trump.
Mais cedo, ela pediu uma prova de vida de Maduro e de sua esposa aos EUA, afirmando que não era conhecido na Venezuela o seu paradeiro.
Citando duas fontes anônimas próximas ao governo em Caracas, o The New York Times reportou que Rodríguez foi empossada como presidente interina numa cerimônia secreta.
"Ela é, eu acredito, a presidente. Ela teve uma longa conversa com Marco (Rubio, o secretário de Estado dos EUA) e disse 'vamos fazer o que vocês precisarem'. Ela não tinha escolha", afirmou o republicano durante entrevista coletiva deste sábado.
Em seguida, entretanto, Rodríguez disse em pronunciamento que Maduro é o único presidente da Venezuela.
Trump alertou às autoridades que permanecem na Venezuela que ações militares continuam sobre a mesa. "Todas as figuras políticas e militares na Venezuela devem entender: o que aconteceu com Maduro acontecerá com eles" se desafiarem os desejos dos EUA para o país sul-americano.
Segundo o presidente americano, os venezuelanos agora terão "paz, segurança e justiça" e "todas as riquezas" deles roubadas.
Além de Rodríguez, possíveis sucessores de Maduro no chavismo incluem o ministro do Interior e da Justiça, Diosdado Cabello, e o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
Trump: Captura de Maduro levou 47 segundos
A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, demorou 47 segundos, de acordo com o chefe da Casa Branca, Donald Trump.
Ao descrever a operação deste sábado no país sul-americano, o republicano relatou que as forças americanas invadiram uma estrutura fortemente protegida na residência do casal presidencial.
Trump disse ainda que o líder venezuelano tentou, sem sucesso, chegar a uma sala segura. "Ele estava tentando entrar, mas foi atacado tão rapidamente que não conseguiu."
O venezuelano teria chegado "até a porta, mas não conseguiu fechá-la", ainda segundo Trump.
Alguns agentes americanos foram atingidos, prosseguiu o presidente americano, mas não houve mortes.
EUA vão levar petrolíferas à Venezuela, segundo Trump
O presidente Donald Trump disse que permitirá a empresas petrolíferas americanas explorar reservas de petróleo na Venezuela.
"Vamos levar para lá nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura petrolífera, e começar a gerar dinheiro para o país", afirmou.
Segundo ele, "grandes quantidades" de petróleo serão vendidas a outros países, e toda a riqueza será destinada ao povo venezuelano. Por ora, o embargo dos EUA a todo o petróleo da Venezuela permanece em vigor.
Questionado por um jornalista sobre como o ataque atende aos interesses dos EUA, Trump ressaltou a abundância de petróleo na Venezuela. "Nós queremos nos cercar de bons vizinhos, estabilidade e energia. Temos tremenda energia naquele país. É muito importante protegê-la. Nós precisamos disso para nós mesmos e para o mundo."
A Venezuela nacionalizou sua indústria petrolífera na década de 1970. Mais tarde, sob o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, as empresas foram obrigadas a ceder o controle majoritário à estatal venezuelana PDVSA.
A petrolífera americana Chevron já opera atualmente na Venezuela graças a uma autorização especial
Estima-se que a Venezuela tenha reservas de petróleo de cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mais do que qualquer outra nação.
Trump publica foto de Maduro algemado e vendado
O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma foto do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, algemado e vendado.
A postagem foi feita na TruthSocial, rede social criada por Trump.
"Nicolas Maduro a bordo do USS Iwo Jima", escreveu, referindo-se a um navio de guerra americano.
Trump diz que os EUA "vão governar" a Venezuela até transição de poder segura
Em coletiva de imprensa na tarde deste sábado em Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente americano, Donald Trump, disse que os EUA "vão governar" a Venezuela até que uma transição de poder segura possa ocorrer.
"Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa", afirmou Trump, acrescentando que as forças americanas estavam prontas para realizar uma segunda onda de ataques, "muito maior", se necessário.
Segundo o presidente, serão designadas pessoas do seu governo para liderar a administração da Venezuela, destacando a atuação do secretário de Estado, Marco Rubio. Ele disse que os EUA "não têm medo" de levar tropas ao país sul-americano.
Perguntado sobre quanto tempo deverá durar esta administração, o presidente afirmou que "gostaria que fosse rápido, mas vai levar tempo" porque "temos que reconstruir toda a infraestrutura", se referindo especialmente ao aparato petrolífero. "Vamos levar muitos recursos para cuidar do país."
O republicano criticou a líder da oposição venezuela, Marina Corina Machado, dizendo que ela não tem "apoio ou respeito" para governar o país sul-americano. Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz no ano passado.
Trump enalteceu ainda a ação do exército americano. Segundo ele, foi um ataque que as pessoas não viam "desde o fim da Segunda Guerra Mundial". "Esta foi uma das demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas do poderio e da competência militar americana na história dos EUA", destacou.
Ele disse que nenhum americano morreu na ação na Venezuela e não houve perda de equipamento.
Acompanhe ao vivo pronunciamento de Trump sobre a Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realiza coletiva de imprensa neste sábado, após a Casa Branca confirmar que realizou um "ataque em larga escala" à Venezuela e os EUA terem capturado o presidente do país sul-americano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
Acompanhe a transmissão ao vivo pelo canal da DW News (em inglês):
Corina Machado diz que oposição vai "restaurar a ordem" no país
A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, comemorou a queda de Maduro em postagem no X. Ela disse que ele foi removido do poder por ter rejeitado uma saída negociada.
Machado disse que Edmundo Gonzáles Urritia - o candidato que, segundo a oposição, teria vencido as eleições de 2024 ao invés de Maduro - deve assumir a Presidência. Em sua mensagem intitulada "Chegou a hora da liberdade", ela afirmou que as forcas de oposição vão restaurar a ordem no país.
Maduro foi declarado como o vencedor das eleições de 2024 pela Comissão Eleitoral venezuelana, embora a votação tenha sido amplamente considerada ilegítima por vários países.
Secretário-geral da ONU alerta para "precedente perigoso"
O secretário-geral da ONU, António Guterres, se disse profundamente alarmado com a ação americana na Venezuela. Em nota, seu porta-voz afirmou que, para Guterres, os ataques em solo venezuelano abrem um "precedente perigoso".
"O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito - por todos - ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não terem sido respeitadas", disse o porta-voz Stephane Dujarric.
Trump diz que EUA terão "forte envolvimento" com petróleo da Venezuela
O presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista à emissora americana Fox News que Maduro estava sendo transportado para Nova York em um navio da Marinha americana.
Trump disse que o futuro da Venezuela após o fim do regime chavista ainda será decidido, mas adiantou que os EUA estarão "fortemente envolvidos" com a indústria petroleira da Venezuela.
Ele disse que assistiu ao vivo à captura de Maduro, que foi transmitida pelos agentes americanos que participaram da missão.
Trump disse que o ataque estava previsto para ocorrer quatro dias atrás, mas teve de ser adiado devido a más condições climáticas.
O americano mencionou a conversa que teve com Maduro há uma semana e disse que o governo venezuelano tentou negociar um fim pacífico do regime, o que ele teria rejeitado.
"Eles quiseram negociar no final, mas eu não quis", disse Trump à Fox News.