Entenda o que é a iluminação zenital em projetos de arquitetura e como utilizar

Técnica utiliza aberturas na cobertura para ampliar a entrada de luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica

25 mar 2026 - 18h00

A iluminação zenital consiste em uma solução arquitetônica que utiliza aberturas na cobertura das edificações para a captação de luz solar. Diferente das janelas laterais tradicionais, este sistema permite a entrada de luminosidade diretamente do céu, o que resulta em uma distribuição de luz homogênea e intensa nos ambientes internos. Segundo a arquiteta Isabella Nalon, a técnica é aplicada para melhorar o desempenho funcional e o conforto térmico das construções, especialmente em locais com limitações para aberturas em paredes.

Projeto da arquiteta Isabella Nalon
Projeto da arquiteta Isabella Nalon
Foto: Julia Herman / Perfil Brasil

A escolha do elemento zenital é determinada pelas especificidades de cada projeto, variando conforme o formato, a intensidade luminosa e o comportamento térmico esperado. Entre os dispositivos aplicados na construção civil, destacam-se:

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  • Sheds: Telhados em formato de dente de serra.

  • Lanternins: Pequenos telhados sobrepostos à cumeeira.

  • Cúpulas: Estruturas em formato de domo ou abóbada.

  • Claraboias: Aberturas horizontais ou inclinadas na laje ou telhado.

Em residências, as claraboias são indicadas para áreas de circulação ou de curta permanência, como banheiros, corredores, halls de entrada e pátios internos. Em edificações industriais e comerciais, a solução é utilizada para compensar a ausência de janelas em grandes vãos, distribuindo a luz por toda a extensão da planta.

A implementação da luz natural reduz a dependência de sistemas de iluminação artificial durante o período diurno, colaborando para a eficiência energética do imóvel. Além do fator funcional, a presença de luz natural é um elemento de valorização para o mercado imobiliário, pois torna as edificações mais atrativas para comercialização.

Para garantir o desempenho adequado, o projeto deve prever a orientação solar e a escolha de materiais. O vidro é o material mais utilizado devido à durabilidade e isolamento térmico, enquanto o policarbonato e o acrílico surgem como alternativas de menor custo, embora exijam maior frequência de manutenção devido à exposição climática.

Em áreas como dormitórios e salas, onde a incidência contínua de luz pode demandar regulagem, utiliza-se a instalação de cortinas ou tecidos com efeito blackout para o bloqueio da claridade. A manutenção técnica inclui a limpeza periódica das superfícies para evitar a obstrução da luz. O acesso à cobertura para estas atividades deve ser previsto ainda na fase inicial de planejamento da obra.

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As tendências atuais integram a iluminação zenital a estruturas metálicas e sistemas de ventilação natural, ampliando a funcionalidade do recurso para o controle da circulação de ar dentro dos edifícios.

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