Entenda caso da mulher de 37 anos que foi presa após se passar por criança

Saiba como a golpista conseguiu enganar uma comunidade inteira em Santa Catarina e os detalhes de seu passado criminoso

4 jun 2026 - 16h54

Um caso impressionante de falsidade ideológica e estelionato chocou as autoridades policiais de Santa Catarina após a descoberta de uma farsa inacreditável dentro de um lar familiar. A mulher de 37 anos que acabou presa em flagrante após confessar ter se passado por uma adolescente indefesa de apenas 12 anos de idade foi identificada oficialmente como Amanda Maria Souza de Oliveira. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, a suspeita conseguiu viver por longos 14 meses como se fosse a filha adotiva de um casal de boa situação financeira na cidade de Joinville. A farsa era tão profunda que os pais afetivos chegaram a organizar uma festa de aniversário infantil completa para celebrar os supostos 12 anos da golpista.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

A investigação aponta que o impacto psicológico causado nas vítimas foi avassalador e planejado de forma minuciosa. Conforme explicou o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, a mulher usou técnicas de manipulação para enganar o casal e os membros de uma comunidade religiosa local. O policial detalhou a dinâmica do convívio familiar de forma categórica: "Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família. Era uma família com boa situação financeira, então ela levava uma vida de adolescente muito boa. Durante o período em que estava com a família, ela não recebia dinheiro diretamente, mas tudo que havia de bom e do melhor ela recebia". Para sustentar o disfarce de criança e justificar suas feições físicas visivelmente adultas, Amanda alegava falsamente sofrer de autismo e dizia que seus traços eram sequelas do uso forçado de hormônios na infância. Ela mantinha rotinas totalmente infantilizadas no cotidiano, utilizando mamadeiras, chupetas e um pano de dormir.

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A Justiça catarinense converteu a prisão em flagrante da mulher em prisão preventiva nesta quarta-feira (3) e também determinou a realização imediata de exames periciais de sanidade mental. O advogado de defesa dativo nomeado para o caso, Rafael Luiz Siewert, emitiu uma nota oficial esclarecendo que identificou elementos que justificaram o pedido de avaliação psíquica e afirmou textualmente que "a defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis". A farsa começou a desmoronar após uma tia desconfiada realizar buscas minuciosas na internet. Ela descobriu que Amanda é natural do Ceará e reincidente em golpes idênticos aplicados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. O delegado Rodrigo Bueno Gusso relatou o momento da descoberta: "Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que teve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo". Em 2023, a acusada já havia sido detida em Nova Iguaçu após fingir ser menor e relatar falsamente ser vítima de uma rede internacional de bruxaria.

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